Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Flamengo é o único sul-americano entre os 30 clubes mais ricos

O Flamengo se destaca como o único clube sul-americano no ranking da Deloitte, ocupando a 29ª posição entre as maiores receitas do futebol global, com 202,7 milhões de euros.

Quinta, 22 de Janeiro de 2026 às 12:39, por: CdB

Estudo da Deloitte aponta o Rubro-Negro como único sul-americano entre as maiores receitas do futebol global.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O Flamengo voltou a figurar entre os clubes de futebol mais ricos do planeta e aparece como o único representante da América do Sul no ranking das 30 maiores receitas do mundo. O dado faz parte do estudo anual divulgado pela Deloitte, que analisa o desempenho financeiro das principais equipes do futebol internacional.

Flamengo é o único sul-americano entre os 30 clubes mais ricos | Ranking global coloca Flamengo como único sul-americano no top 30
Ranking global coloca Flamengo como único sul-americano no top 30

De acordo com o levantamento, o clube carioca ocupa a 29ª colocação, com uma receita estimada em 202,7 milhões de euros na temporada analisada, o equivalente a cerca de R$ 1,25 bilhão. O ranking é liderado pelo Real Madrid, que superou a marca de 1 bilhão de euros em arrecadação e manteve a posição de destaque no cenário mundial.

Evolução no ranking global

O desempenho do Flamengo representa uma evolução em relação ao levantamento anterior. No estudo divulgado no ano passado, o clube brasileiro aparecia na 30ª posição, a última do ranking. Agora, avança uma colocação e consolida sua presença entre as maiores potências financeiras do futebol.

O topo da lista tem sido dominado por clubes europeus. O Real Madrid lidera o ranking nos dois últimos ciclos analisados, referentes às temporadas de 2024 e 2025. Antes disso, em 2023, quem ocupava a primeira posição era o Manchester City, refletindo o crescimento financeiro impulsionado por conquistas esportivas e receitas comerciais.

Critérios adotados pela Deloitte

O estudo da Deloitte leva em conta exclusivamente as receitas recorrentes dos clubes na temporada anterior. Entre os principais critérios avaliados estão os ganhos com direitos de transmissão, bilheteria, programas de sócio-torcedor, patrocínios e outras receitas comerciais ligadas à operação regular das equipes.

Valores considerados não recorrentes, como lucros obtidos com a venda de jogadores, não entram no cálculo do ranking. A metodologia busca, assim, medir a capacidade estrutural de geração de receita dos clubes, independentemente de negociações pontuais no mercado de transferências.

Confira o ranking completo:

Real Madrid – 1,161 bilhão de euros

Barcelona – 974,8 milhões de euros

Bayern de Munique – 860,6 milhões de euros

Paris Saint-Germain – 837 milhões de euros

Liverpool – 836,1 milhões de euros

Manchester City – 829,3 milhões de euros

Arsenal – 821,7 milhões de euros

Manchester United – 793,1 milhões de euros

Tottenham – 672,6 milhões de euros

Chelsea – 584,1 milhões de euros

Inter de Milão – 537,5 milhões de euros

Borussia Dortmund – 531,3 milhões de euros

Atlético de Madrid – 454,5 milhões de euros

Aston Villa – 450,2 milhões de euros

Milan – 410,4 milhões de euros

Juventus – 401,7 milhões de euros

Newcastle – 398,4 milhões de euros

Stuttgart – 296,3 milhões de euros

Benfica – 283,4 milhões de euros

West Ham – 276 milhões de euros

Eintracht Frankfurt – 269,9 milhões de euros

Brighton – 238,7 milhões de euros

Everton – 234 milhões de euros

Crystal Palace – 232,5 milhões de euros

Bournemouth – 218,5 milhões de euros

Roma – 216,3 milhões de euros

Wolverhampton – 206,3 milhões de euros

Brentford – 206 milhões de euros

Flamengo – 202,7 milhões de euros

Olympique de Marselha – 188,7 milhões de euros

A presença do Flamengo no ranking reforça a condição do clube como exceção no futebol sul-americano em termos financeiros. Nenhuma outra equipe do continente aparece entre as 30 primeiras colocadas, evidenciando a distância econômica em relação aos grandes clubes europeus.

O resultado também reflete o peso da marca Flamengo, sua grande base de torcedores e a força de receitas ligadas à mídia e ao mercado nacional, mesmo em um cenário de desigualdade global no futebol.

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