O antigo costume de comer zongzi e a corrida náutica tornaram-se experiências folclóricas, com o turismo de vivências culturais em alta de mais de 40% na comparação semanal.
Por Redação, com Xinhua – de Pequim
O recém-concluído Festival do Barco do Dragão incorporou o apelo da cultura chinesa tradicional. Atividades populares, incluindo corridas de barcos do dragão e confecção de zongzi, ofereceram experiências culturais imersivas para pessoas em toda a região Ásia-Pacífico. O festival tradicional chinês celebrado no quinto dia do quinto mês lunar, caiu em 19 de junho deste ano.

O antigo costume de comer zongzi e a corrida náutica tornaram-se experiências folclóricas, com o turismo de vivências culturais em alta de mais de 40% na comparação semanal. O distrito de Nanhai, em Foshan, sedia cerca de 40 competições esportivas, com aporte de mais de US$ 29,57 milhões (R$ 150 milhões).
As celebrações ocorrem em homenagem a Qu Yuan (339–278 a.C.) O Festival do Barco-Dragão (Duanwu) foi inscrito em 2009 como a primeira tradição chinesa na lista de patrimônio imaterial da UNESCO.
Tradições
“O zongzi exige paciência. A folha precisa ser dobrada do jeito certo, o arroz não pode escapar, o recheio precisa caber, e o barbante precisa firmar sem esmagar. Enquanto eu tentava entender a lógica daquela pequena arquitetura comestível, pensei que talvez fosse essa a beleza das tradições: elas entram primeiro pelas mãos, antes de chegarem à cabeça”, descreve a pesquisadora Iara Vidal, dedicada ao estudo das interseções entre moda, política e cultura.
Ainda segundo a jornalista brasileira, radicada em Beijing, “o Festival do Barco-Dragão, acontece porque o calendário tradicional chinês acompanha os ciclos da Lua. Em 2026, esse quinto dia do quinto mês lunar”.