Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

EUA: Serviço Secreto investiga ex-mordomo de Trump

A página no Facebook do ex-mordomo do pré-candidato republicano à Casa Branca Donald Trump está repleta de postagens de cunho racista e até com incitações ao assassinato

Sexta, 13 de Maio de 2016 às 07:14, por: CdB

Anthony Senecal, de 84 anos, posta em seu Facebook mensagens racistas e que incitam ao assassinato do presidente Barack Obama. Equipe de campanha do magnata nova-iorquino Donald Trump repudia declarações

Por Redação, com DW - de Washington, EUA:

A página no Facebook do ex-mordomo do pré-candidato republicano à Casa Branca Donald Trump está repleta de postagens de cunho racista e até com incitações ao assassinato do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O Serviço Secreto dos EUA comunicou, na quinta-feira, "estar ciente" das repetidas mensagens e que conduzirá uma investigação.

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Ex-mordomo Anthony Senecal (dir.) ao lado do pré-candidato Donald Trump

As mensagens ameaçadoras de Anthony Senecal, de 84 anos, foram publicadas pela revista norte-americana Mother Jones. Ele serviu como mordomo de Trump por 17 anos. Posteriormente foi por muitos anos guia para grupos de visitantes à propriedade do magnata nova-iorquino Mar-a-Lago, na Flórida.

Numa mensagem postada na quarta-feira e visível somente para os amigos, Senecal atacou Obama: "Esse indivíduo, a quem me refiro como um zero (0), deveria ter sido abatido por nossos militares e fuzilado como agente inimigo já no primeiro mandato".

Já em abril de 2015, Senecal postou que o presidente democrata "precisa ser enforcado por traição", e um mês depois, numa mensagem recheada de palavrões, afirmou que iria "ajudar esta América a se livrar da escória infestada em seu governo", mesmo que isso significasse arrastar Obama "da mesquita branca e pendurar no pórtico a bunda magrela dele".

A equipe de campanha de Trump repudiou as "declarações terríveis" do ex-mordomo. A porta-voz Hope Hicks enfatizou que Senecal deixou de trabalhar em Mar-a-Lago há anos.

O Serviço Secreto, responsável pela proteção do presidente dos EUA, comunicou que "está ciente da situação e conduzirá uma investigação apropriada".

Senecal confirmou à revista Mother Jones ser o autor das mensagens no Facebook. Ele garantiu que não é pago para ser o historiador de Mar-a-Lago, onde vive desde a década de 1950. No entanto, faz dinheiro com as visitas guiadas pela propriedade.

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