Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2026

Estudo traz indicadores presentes em 'masculinidade tóxica' nas redes

Estudo revela que masculinidade tóxica afeta minoria de homens. Pesquisa analisa dados de 15 mil participantes e identifica grupos de comportamento.

Sexta, 23 de Janeiro de 2026 às 13:26, por: CdB

A pesquisa destaca que a masculinidade tóxica afeta apenas uma minoria de homens, composta, em geral, por pessoas marginalizadas.

Por Redação, com ANSA – de Roma

Um novo estudo identificou indicadores de masculinidade tóxica em homens heterossexuais nas sociedades ocidentais. Entre eles estão homofobia, preconceito contra mulheres que desafiam estereótipos de gênero (sexismo hostil), dominação, narcisismo e sexismo benevolente.

Estudo traz indicadores presentes em 'masculinidade tóxica' nas redes | Cartaz em Turim sobre homens que compartilharam imagens de esposas sem consentimento
Cartaz em Turim sobre homens que compartilharam imagens de esposas sem consentimento

No entanto, a pesquisa destaca que a masculinidade tóxica afeta apenas uma minoria de homens, composta, em geral, por pessoas marginalizadas. Essa é a conclusão de um estudo coordenado por Deborah Hill Cone, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, publicado no periódico Psychology of Men & Masculinities, após analisar dados de um questionário com mais de 15 mil homens heterossexuais.

Com base em suas respostas, a equipe de Cone dividiu os participantes em cinco grupos. A boa notícia é que apenas o menor grupo (3,2% dos homens) foi caracterizado pelos pesquisadores como “tóxico e hostil”, enquanto o maior grupo foi classificado como “não tóxico” (35,4%).

“Toxicamente benevolente”

Entre esses extremos, os pesquisadores identificaram dois grupos moderados, divididos entre aqueles que eram mais ou menos tolerantes com pessoas de minorias sexuais e de gênero (LGBTQ+) e um grupo “toxicamente benevolente”, cujos membros apresentaram pontuações relativamente altas em medidas de sexismo, mas não de hostilidade. No caso deste último, prevalece a ideia de que os homens devem proteger e amar as mulheres.

Homens mais velhos, solteiros, desempregados, religiosos ou pertencentes a minorias étnicas apresentaram maior probabilidade de se enquadrar no perfil hostil e tóxico, assim como aqueles que se identificaram como politicamente conservadores, com problemas de desregulação econômica ou emocional, ou com baixo nível de escolaridade.

A conclusão é que o grupo “tóxico e hostil” é composto principalmente por homens marginalizados e desfavorecidos.

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