Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

EI reivindica atentado contra comboio policial russo no Daguestão

Os militantes do grupo terrorista Estado Islâmico reivindicaram o ataque contra a coluna do Ministério do Interior da Rússia

Quarta, 30 de Março de 2016 às 07:54, por: CdB

 

O Estado Islâmico, por sua vez, declarou que 10 pessoas tinham morrido na sequência do ataque

  Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute/Moscou:  

Os militantes do grupo terrorista Estado Islâmico reivindicaram o ataque contra a coluna do Ministério do Interior da Rússia nos arredores de Makhachkala, capital da república do Daguestão, no sul da Rússia.

Esta informação foi comunicada pela agência inglesa de notícias Reuters, que alegou a agência Amaq ligada ao próprio EI. Segundo os radicais, o atentado foi perpetrado pela sua célula local.
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Os militantes do grupo terrorista Estado Islâmico reivindicaram o ataque contra a coluna do Ministério do Interior da Rússia
O portal SITE Intelligence Group, que efetua o monitoramento da atividade islamista na Internet, também informou sobre a ligação do Estado Islâmico com a explosão do comboio policial. Na terça-feira à tarde desconhecidos explodiram dois veículos do grupo operacional temporário do Ministério do Interior da Rússia, um caminhão Ural e blindados todo-o-terreno UAZ. Dentro dos veículos estavam policiais da cidade de Krasnoyarsk, situada na parte oriental da Rússia. Supostamente, tratou-se de uma explosão de um engenho artesanal. Na sequência foi atentado, uma pessoa morreu e mais duas foram feridas, de acordo com as autoridades russas. O Estado Islâmico, por sua vez, declarou que 10 pessoas tinham morrido na sequência do ataque. Porém, não há confirmação oficial desta informação. À Reuters também não confirma a autenticidade destes dados. O grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e reconhecido como terrorista pelo Brasil) autoproclamou-se "califado mundial" em 29 de junho de 2014, tornando-se imediatamente uma ameaça explícita à comunidade internacional e sendo reconhecida como a ameaça principal por vários países e organismos internacionais. Porém, o grupo terrorista tem suas origens ainda em 1999, quando um jihadista de tendência salafita, o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, fundou o grupo Jamaat al-Tawhid wal-Jihad. Depois da invasão norte-americana no Iraque em 2003, esta organização começou a fortalecer-se, até transformar-se, em 2006, no Estado Islâmico do Iraque. A ameaça representada por esta entidade foi reconhecida pelos serviços secretos dos EUA ainda naquela altura, mas reconhecida secretamente, e nada foi feito para contê-la. Como resultado, surgiu em 2013 o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que agora abrange territórios no Iraque e na Síria, mantendo a instabilidade e fomentando conflitos. Rússia Após um jornalista norte-americano ter publicado uma matéria sobre o tema, a Sputnik ajuda ele a fazer a revisão dos acontecimentos na Síria. Sem ofensa, a repetição é a mãe do aprendizado.
A mídia internacional continua misturando informações sobre a operação russa na Síria mesmo após a retirada parcial dos aviões russos do país, anunciada pelo presidente Putin em 14 de março. Uma das recentes publicações apareceu no jornal The Washington Post (WP), na qual o autor, Thomas Gibbons-Neff, admite: – É pouco claro quando as forças especiais russas começaram operando na Síria, todavia antes da intervenção russa lá, as tropas russas já por muito tempo ajudavam por via de consultas e treinamento das forças sírias.
Enquanto vamos deixar sem comentários o uso das palavras, vale a pena estudar os fatos. Primeiramente, a Rússia nunca escondeu o fato de que fornece equipamentos militares às autoridades oficiais da Síria. Em relação com este fato, a chancelaria russa informou também repetidas vezes que na Síria há militares russos, mas só aqueles especialistas técnicos que ensinam as tropas sírias a operar estes armamentos. Depois foi iniciada a operação aérea das Forças Aeroespaciais russas em 30 de setembro, a pedido oficial do presidente sírio Bashar Assad, com o objetivo de combater o terrorismo, inclusive os grupos proibidos na Rússia, Estado Islâmico e Frente al-Nusra. Altos oficiais da Rússia, inclusive o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, sublinharam repetidas vezes que o país não enviou nem nunca tinha considerado enviar tropas terrestres à Síria. Ao mesmo tempo, os êxitos da operação aérea russa foram admitidos mesmo pelo lado americano. Um dos resultados recentes, já após a retirada parcial das forças aéreas russas, foi a retomada do controle sobre a cidade histórica síria de Palmira em 27 de março, o que permitiu às forças sírias iniciar o avanço contra Raqqa, que é geralmente considerada como a capital do grupo terrorista EI (proibido na Rússia). Aqui é o ponto onde começa a maior confusão do jornalista da WP. Rumores sobre a participação militar das tropas russas no terreno sírio não são nada de novo. Quer dizer infelizmente, sim, também não há nada de novo no mundo de informações falsas sobre a participação russa nos eventos na Síria. Ainda antes do início da operação por parte das Força Aérea russa na Síria, o chefe de administração do presidente russo Sergei Ivanov mencionou o Spetsnaz em uma das suas entrevistas. Mas não, não é aquele que se pensa.

– Além de pilotos e técnicos na base perto de Latakia (Hmeymim) existe um pequeno destacamento de nossas forças especiais que tratam da proteção física do nosso aeródromo – disse.

Poderíamos recordar muitas outras coisas, mas vamos deixar com uma informação nova, tornada pública na quarta-feira, foi divulgado o nome do oficial das forças especiais da Rússia na Síria morto durante uma missão de designação de alvos perto da cidade de Palmira. Trata-se de Aleksandr Prokhorenko, de 25 anos.  
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