O Estado Islâmico, por sua vez, declarou que 10 pessoas tinham morrido na sequência do ataque
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute/Moscou:Os militantes do grupo terrorista Estado Islâmico reivindicaram o ataque contra a coluna do Ministério do Interior da Rússia nos arredores de Makhachkala, capital da república do Daguestão, no sul da Rússia.
Esta informação foi comunicada pela agência inglesa de notícias Reuters, que alegou a agência Amaq ligada ao próprio EI. Segundo os radicais, o atentado foi perpetrado pela sua célula local.
A mídia internacional continua misturando informações sobre a operação russa na Síria mesmo após a retirada parcial dos aviões russos do país, anunciada pelo presidente Putin em 14 de março.
Uma das recentes publicações apareceu no jornal The Washington Post (WP), na qual o autor, Thomas Gibbons-Neff, admite:
– É pouco claro quando as forças especiais russas começaram operando na Síria, todavia antes da intervenção russa lá, as tropas russas já por muito tempo ajudavam por via de consultas e treinamento das forças sírias.
Enquanto vamos deixar sem comentários o uso das palavras, vale a pena estudar os fatos.
Primeiramente, a Rússia nunca escondeu o fato de que fornece equipamentos militares às autoridades oficiais da Síria. Em relação com este fato, a chancelaria russa informou também repetidas vezes que na Síria há militares russos, mas só aqueles especialistas técnicos que ensinam as tropas sírias a operar estes armamentos.
Depois foi iniciada a operação aérea das Forças Aeroespaciais russas em 30 de setembro, a pedido oficial do presidente sírio Bashar Assad, com o objetivo de combater o terrorismo, inclusive os grupos proibidos na Rússia, Estado Islâmico e Frente al-Nusra.
Altos oficiais da Rússia, inclusive o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov, sublinharam repetidas vezes que o país não enviou nem nunca tinha considerado enviar tropas terrestres à Síria.
Ao mesmo tempo, os êxitos da operação aérea russa foram admitidos mesmo pelo lado americano.
Um dos resultados recentes, já após a retirada parcial das forças aéreas russas, foi a retomada do controle sobre a cidade histórica síria de Palmira em 27 de março, o que permitiu às forças sírias iniciar o avanço contra Raqqa, que é geralmente considerada como a capital do grupo terrorista EI (proibido na Rússia).
Aqui é o ponto onde começa a maior confusão do jornalista da WP.
Rumores sobre a participação militar das tropas russas no terreno sírio não são nada de novo. Quer dizer infelizmente, sim, também não há nada de novo no mundo de informações falsas sobre a participação russa nos eventos na Síria.
Ainda antes do início da operação por parte das Força Aérea russa na Síria, o chefe de administração do presidente russo Sergei Ivanov mencionou o Spetsnaz em uma das suas entrevistas. Mas não, não é aquele que se pensa.
– Além de pilotos e técnicos na base perto de Latakia (Hmeymim) existe um pequeno destacamento de nossas forças especiais que tratam da proteção física do nosso aeródromo – disse.
Poderíamos recordar muitas outras coisas, mas vamos deixar com uma informação nova, tornada pública na quarta-feira, foi divulgado o nome do oficial das forças especiais da Rússia na Síria morto durante uma missão de designação de alvos perto da cidade de Palmira. Trata-se de Aleksandr Prokhorenko, de 25 anos.