Por Redação, com Reuters e Agências de Notícias - de São Paulo:
A presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o momento é de pensar no Brasil, não em partidos políticos ou projetos pessoais, e defendeu que o país precisa de estabilidade para atravessar pelo momento atual de dificuldade.
Em São Luiz Dilma entregou unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida
Em São Luís (MA), onde entregou unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida, Dilma afirmou ainda que seu governo não concorda com a aprovação de quaisquer medidas que impliquem em instabilidade política ou econômica e fez um pedido de repúdio à medida de "vale-tudo" contra qualquer governo.
- Vou fazer um apelo. Vamos repudiar sistematicamente o vale-tudo para atingir qualquer governo, seja o governo federal, seja o governo dos estados, dos municípios - disse a presidenta.
- No vale-tudo, quem acaba sendo atingido pela torcida que eu já disse do 'quanto pior, melhor’, é a população do país, dos estados e dos municípios - completou.
- O Brasil precisa de uma coisa: o Brasil precisa muito, mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele, pensem no que serve à nação, à população brasileira e, depois, pensem em seus partidos e nos seus projetos pessoais - afirmou a presidenta.
Reforço
A presidenta Dilma Rousseff se reunirá com representantes de cada partido da base para reforçar a governabilidade, disse o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, após reunião da cúpula do governo no Palácio da Alvorada na noite de domingo.
Segundo o ministro, não esteve em discussão uma reforma ministerial ou administrativa, mas ele ressalvou que o governo está “aberto a sugestões”.
– O que nós tratamos efetivamente (na reunião) foi de nós avançarmos na governabilidade para que a gente possa, num curto espaço de tempo, superar as dificuldades e criar um ambiente de otimismo – disse Edinho a jornalistas.
O ministro disse ainda que, durante a reunião, o vice-presidente Michel Temer fez uma defesa enfática do seu compromisso com a governabilidade e com a presidenta Dilma em seu papel de articulador político. Na última sexta-feira, Temer precisou negar notícias que estivesse deixando a articulação política.
Na semana passada, durante a volta do recesso parlamentar, o Congresso retomou seus trabalhos com dificuldades entre o governo e parte da base aliada na votação de projetos que aumentam os gastos públicos, as chamadas pautas-bomba.
O primeiro round da batalha foi a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) 443/09 que vincula o salário da Advocacia-Geral da União (AGU), dos procuradores estaduais e municipais e dos delegados das Polícias Civil e Federal à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O governo queria adiar a votação, para costurar um acordo com os líderes partidários e tentar construir uma alternativa à PEC que, segundo ele, prejudicaria as contas públicas da União, dos estados e dos municípios, em cerca de R$ 9,9 bilhões ao ano. Mas foi derrotado com o apoio de parte da base aliada. Na ocasião, o PDT disse que estava deixando a base e o PTB se declarou independente.
A reunião, que normalmente ocorre nas manhãs de segunda-feira, foi antecipada por causa da viagem que Dilma fará ao Maranhão para entrega de moradias e para a inauguração do terminal de grãos do porto de Itaqui.
Entre os participantes no domingo estiveram o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
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