Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Para Temer, crises política e econômica serão superadas

Temer disse que a base aliada do governo é ampla e que um ou outro partido pode momentaneamente se afastar como foi o caso do PDT e PTB.

Quinta, 06 de Agosto de 2015 às 09:37, por: CdB
Por Redação, com Reuters e Agência Câmara - de Brasília: O vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer (PMDB), afirmou nesta quinta-feira acreditar que a crise política será superada, assim como a crise econômica.
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Na quarta-feira, Temer fez um apelo ao Congresso Nacional e aos partidos políticos para que evitassem um agravamento dos problemas enfrentados pelo país
Falando a jornalistas após participar de evento em Brasília, Temer afirmou que a base aliada do governo é ampla e que um ou outro partido pode momentaneamente se afastar, ao ser perguntado sobre o anúncio do PDT e PTB, na quarta-feira, de se tornarem independentes em relação ao governo na Câmara dos Deputados. - Porque se nós começarmos a, digamos assim, dizer que não há crise de maneira nenhuma, etc, nós não ajudamos a superá-la - disse, após palestra sobre governabilidade e governança em faculdade de Brasília. - A crise econômica, ela muitas vezes ocorre e é logo superada. Uma eventual crise política, etc, no Congresso, ela imediatamente é superada, como será superada ao longo do tempo - acrescentou Temer. - Nós vamos continuar dialogando. Não vamos nos impressionar com o dia de ontem, com o dia de hoje - afirmou o vice-presidente Na noite de quarta-feira, o PDT e o PTB anunciaram independência em relação ao governo na Câmara dos Deputados, deixando a base aliada, ampliando as dificuldades enfrentadas pela presidente Dilma Rousseff no relacionamento com o Legislativo. As duas legendas tomaram a decisão apesar de contarem com ministros no governo. O PDT comanda o Ministério do Trabalho com Manoel Dias, enquanto o PTB tem Armando Monteiro à frente do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ainda nesta manhã, o líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), falou que a discordância com a atual política econômica do governo federal foi o principal fator para o partido deixar a base do governo. - É uma política econômica que privilegia o rentismo, o sistema financeiro em cima de qualquer expectativa de crescimento da indústria nacional, do setor de comércio e serviços - afirmou. Figueiredo falou que a decisão não significa uma mudança para a oposição, mas uma autonomia em relação à pauta do governo. - O Brasil precisa saber que existem partidos na Câmara que pensam no Brasil acima de interesses partidários ou governamentais - disse. Segundo ele, o partido faria parte de um terceiro caminho longe da “situação cega” e da “oposição raivosa”. Ministério O líder do PDT não confirmou que o partido deva deixar o Ministério do Trabalho, hoje comandado por Manoel Dias, mas afirmou que haverá conversa com a bancada do Senado, com seis membros, e com a direção nacional do partido na próxima semana. - A bancada do PDT não tem o poder de dizer se o PDT vai entregar o ministério, mas é lógico que passos são dados em uma caminhada - disse. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ironizou ao ser questionado sobre a saída do PDT da base aliada. - Ele estava na base? - questionou. PDT e PTB fora da base aliada na Câmara A saída do PDT da base governista já era esperada desde que o partido decidiu votar contra medidas de ajuste fiscal propostas pelo Executivo, especialmente as que tratavam de benefícios trabalhistas e previdenciários. O líder do partido na Câmara, deputado André Figueiredo (CE), disse que a legenda não vai mais participar das reuniões dos líderes da base depois que seus parlamentares foram considerados infiéis pelo governo. - Não admitiremos mais sermos chamados de infiéis e traidores porque nunca traímos nossos princípios - disse Figueiredo, segundo a Agência Câmara Notícias. O PTB, por sua vez, vai decidir caso a caso como votar as matérias em pauta na Câmara, de acordo com o líder do partido na Casa, deputado Jovair Arantes (GO). A saída dos dois partidos da base governista acontece após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ter anunciado seu rompimento com o governo, num momento de agravamento da crise política no país. Cunha fez seu movimento após ser citado por um delator da operação Lava Jato e acusa o governo e a Procuradoria Geral da República de montar um complô contra ele. Na quarta-feira, o vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, fez um enfático apelo público ao Congresso Nacional e aos partidos políticos para que evitassem um agravamento dos problemas enfrentados pelo país.
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