Rio de Janeiro, 18 de Julho de 2026

Diante da derrota iminente, Joaquim Barbosa desiste de concorrer ao Planalto

Barbosa comunicou formalmente ao presidente do Democracia Cristã (DC), neste sábado, que está fora do páreo.

Sábado, 18 de Julho de 2026 às 18:34, por: CdB

Barbosa comunicou formalmente ao presidente do Democracia Cristã (DC), neste sábado, que está fora do páreo.

Por Redação – de Brasília

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa desistiu de concorrer à Presidência da República. Sem se pronunciar ainda, oficialmente, o ex-magistrado recuou diante da derrota iminente, conforme adiantou a pesquisa Quaest divulgada esta semana. No levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 41% da soma de todos os seus adversários. Como Joaquim Barbosa pontuava exatamente 1%, a sua saída retira esse ponto da oposição e deixa a disputa em um empate técnico exato de 40% para Lula contra 40% dos demais candidatos somados, o que sinaliza para a dianteira alcançada pelo líder petista.

Joaquim Barbosa
Ex-presidente do STF Joaquim Barbosa desiste de ser candidato ao Planalto

Barbosa comunicou formalmente ao presidente do Democracia Cristã (DC), neste sábado, que está fora do páreo. O ex-ministro avaliou que não havia condições políticas e estruturais para sustentar uma campanha presidencial competitiva. Ele já havia condicionado sua participação a uma forte receptividade do eleitorado e a uma estrutura partidária robusta — o que incluiria alianças amplas, tempo de TV expressivo e recursos financeiros substanciais —, o que de fato não ocorreu.

Convenções

As pesquisas internas do DC chegaram a indicar o potencial de crescimento do ex-ministro, mas a pré-campanha de Barbosa não decolou. No levantamento Datafolha de junho, ele registrava apenas 1% das intenções de voto. Diante do prazo exíguo para as convenções partidárias (que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto), o ex-magistrado preferiu anunciar que não disputará o pleito.

A movimentação de Joaquim Barbosa — que se filiou à legenda em abril — gerou uma severa crise interna no partido. A possibilidade de sua candidatura gerou atritos profundos na cúpula da legenda, culminando na expulsão do ex-deputado Aldo Rebelo, que chegou a ser reintegrado à legenda por meio de uma liminar jurídica, mas sem apoio interno para prosseguir na pré-campanha.

Classificando a desistência de Barbosa como uma “afronta”, Aldo Rebelo se manteve na disputa interna, tentando segurar as rédeas do partido e buscar alternativas para o DC.

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