Barbosa comunicou formalmente ao presidente do Democracia Cristã (DC), neste sábado, que está fora do páreo.
Por Redação – de Brasília
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa desistiu de concorrer à Presidência da República. Sem se pronunciar ainda, oficialmente, o ex-magistrado recuou diante da derrota iminente, conforme adiantou a pesquisa Quaest divulgada esta semana. No levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 41% da soma de todos os seus adversários. Como Joaquim Barbosa pontuava exatamente 1%, a sua saída retira esse ponto da oposição e deixa a disputa em um empate técnico exato de 40% para Lula contra 40% dos demais candidatos somados, o que sinaliza para a dianteira alcançada pelo líder petista.

Barbosa comunicou formalmente ao presidente do Democracia Cristã (DC), neste sábado, que está fora do páreo. O ex-ministro avaliou que não havia condições políticas e estruturais para sustentar uma campanha presidencial competitiva. Ele já havia condicionado sua participação a uma forte receptividade do eleitorado e a uma estrutura partidária robusta — o que incluiria alianças amplas, tempo de TV expressivo e recursos financeiros substanciais —, o que de fato não ocorreu.
Convenções
As pesquisas internas do DC chegaram a indicar o potencial de crescimento do ex-ministro, mas a pré-campanha de Barbosa não decolou. No levantamento Datafolha de junho, ele registrava apenas 1% das intenções de voto. Diante do prazo exíguo para as convenções partidárias (que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto), o ex-magistrado preferiu anunciar que não disputará o pleito.
A movimentação de Joaquim Barbosa — que se filiou à legenda em abril — gerou uma severa crise interna no partido. A possibilidade de sua candidatura gerou atritos profundos na cúpula da legenda, culminando na expulsão do ex-deputado Aldo Rebelo, que chegou a ser reintegrado à legenda por meio de uma liminar jurídica, mas sem apoio interno para prosseguir na pré-campanha.
Classificando a desistência de Barbosa como uma “afronta”, Aldo Rebelo se manteve na disputa interna, tentando segurar as rédeas do partido e buscar alternativas para o DC.