Há quatro dias a Turquia realiza bombardeios em instalações de combatentes curdos no aeroporto de Menagh, localizado no norte da Síria, próximo à fronteira turca
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Beirute:As forças de autodefesas curdas continuaram sua ofensiva contra o grupo terrorista (Estado Islâmico) no norte da Síria apesar das ameaças turcas. A informação é do porta-voz da aliança de grupos armados das Forças Democráticas da Síria, Talal Salu.
– Não nos deixaremos ser levados pelas provocações, nossa tarefa é acabar com o Estado Islâmico – disse Salul, acrescentando que a comunidade internacional condenou os ataques.
Há quatro dias a Turquia realiza bombardeios em instalações de combatentes curdos no aeroporto de Menagh, localizado no norte da Síria, próximo à fronteira turca. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, declarou que as milícias curdas devem abandonar o aeroporto e ameaçou destruir sua infraestrutura se elas não obedecerem. As forças democráticas da Síria são uma coalizão armada de forças opositoras no norte da Síria; seu núcleo fundamental é formado pelos destacamentos curdos de autodefesa popular. Esta aliança também é composta por grupos armados árabes, turcomanos, armênios e assírios.Território do EI
Agora 5% do território do Curdistão iraquiano está sob o controlo do Estado Islâmico, mas as forças peshmerga pretendem liberar todo o território em breve, disse o representante oficial do Ministério dos Assuntos dos Peshmerga em Arbil, general Helgurd Hikmet.
– Na nossa região estão 160 mil soldados peshmerga. Durante os confrontos com militantes do Daesh até agora perdemos 1345 dos nossos combatentes. Cerca de 8 mil ficaram feridos, 62 soldados desapareceram. Conseguimos capturar alguns terroristas vivos do EI… – disse Hikmet.
Segundo o general, algumas regiões do Curdistão iraquiano ainda estão sob o controle do Daesh, mas são poucas, é somente 5% do território.– O nosso objetivo principal é liberar completamente os nossos territórios dos jihadistas. Agora, tornou-se um objetivo bastante realista e planejamos atingi-lo em breve – afirmou o general.
Quanto às relações entre o exército iraquiano e as forças peshmerga, Hikmet disse que o governo central do Iraque não presta apoio necessário aos peshmerga, embora precise deles. Há uma série de problemas nas relações que ainda não conseguiram ser resolvidos.– Não faz sentido ficarmos subordinados as autoridades centrais que não têm interesse em nós e não nos apoiam. Mesmo agora, quando estamos lutando contra o Estado Islâmico, o Iraque não nos presta nenhum apoio militar – disse.
Hikmet sublinhou que o EI é um problema atual não somente para os curdos. É uma ameaça para todo o mundo, que todos devem enfrentar.