Os ataques da Força Aeroespacial russa contra posições do Estado Islâmico ajudam a oposição síria na luta contra os extremistas, disse à RIA Novosti o representante da aliança de grupos armados Forças Democráticas da Síria, Talyal Salu
Por Redação, com Sputnik Brasil - de Moscou/Beirute:– As nossas forças beneficiam dos ataques contra as posições dos terroristas. Agora estamos no “mesmo barco” que a Rússia na luta contra o EI – disse Salu.
– Não pretendemos juntar esforços na luta contra o terrorismo nem com a Rússia, nem com as tropas do regime. Neste sentido cooperamos com a coalizão (liderada pelos EUA) – disse o representante da aliança.
As Forças Democráticas da Síria são uma aliança de forças da oposição armada no norte do país. A maior parte do grupo é composta por unidades de autodefesa popular. Além disso, a aliança inclui grupos armados árabes, turcomanos, armênios e assírios.Hospital da MSF
O hospital da organização atingida por foguetes na segunda-feira na província no norte da Síria Idlib era uma filial do serviço de inteligência francesa, informou o representante permanente da Síria na ONU, Bashar Jaafari.
– O assim chamado hospital foi substituído sem quaisquer consultas prévias com o governo sírio, pela chamada rede francesa Médicos Sem Fronteiras, que é uma filial da inteligência francesa no território da Síria.
Primeiramente, a MSF declarou que não tinha ideia de quem teria estado por trás do bombardeio mas, depois, representantes da organização declararam que o ataque contra o hospital foi organizada por tropas leais ao presidente sírio Bashar Assad. Ao mesmo tempo, o premiê turco Ahmet Davutoglu não tardou em atribuir a responsabilidade à Rússia.O embaixador sírio em Moscou, Riad Haddad, disse que o ataque foi realizado pela Força Aérea dos EUA. O conselheiro do presidente dos Estados Unidos para a Segurança Nacional, Susan Rice, sublinhou que a Casa Branca condena os bombardeios de hospitais na Síria, mas não está pronta a dizer com certeza quem esteve por trás disso. O Ministério da Defesa da Rússia negou as acusações da Turquia sobre o seu alegado envolvimento no ataque. – Digo já que na Frota do Cáspio não há nenhum navio que possa realizar tais lançamentos de mísseis balísticos – declarou o representante oficial do ministério Igor Konashenkov. Este já não é o primeiro caso em que um hospital se torna alvo de ataques aéreos. Em outubro de 2015, um hospital da MSF na cidade afegã de Kunduz foi destruído pela coalizão internacional liderada pelos EUA, matando pelo menos 30 pessoas. O chefe das Forças Armadas norte-americanas no Afeganistão John Campbell admitiu a culpa, sublinhando que foi cometido "um erro".