Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 2026

Oposição síria: operação russa ajuda-nos a lutar contra EI

Os ataques da Força Aeroespacial russa contra posições do Estado Islâmico ajudam a oposição síria na luta contra os extremistas

Quarta, 17 de Fevereiro de 2016 às 10:17, por: CdB

 

Os ataques da Força Aeroespacial russa contra posições do Estado Islâmico ajudam a oposição síria na luta contra os extremistas, disse à RIA Novosti o representante da aliança de grupos armados Forças Democráticas da Síria, Talyal Salu

  Por Redação, com Sputnik Brasil - de Moscou/Beirute:  

– As nossas forças beneficiam dos ataques contra as posições dos terroristas. Agora estamos no “mesmo barco” que a Rússia na luta contra o EI – disse Salu.

 O militar sublinhou que as Forças Democráticas da Síria não coordenam ações com a Rússia e não pretendem realizar missões em conjunto com Moscou.

– Não pretendemos juntar esforços na luta contra o terrorismo nem com a Rússia, nem com as tropas do regime. Neste sentido cooperamos com a coalizão (liderada pelos EUA) – disse o representante da aliança.

As Forças Democráticas da Síria são uma aliança de forças da oposição armada no norte do país. A maior parte do grupo é composta por unidades de autodefesa popular. Além disso, a aliança inclui grupos armados árabes, turcomanos, armênios e assírios.
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As Forças Democráticas da Síria são uma aliança de forças da oposição armada no norte do país
A Rússia, por sua vez, realiza desde 30 de setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, uma campanha militar para ajudar o governo da Síria a combater os avanços de grupos terroristas que atuam no país. As missões aéreas antiterroristas estão sendo realizadas a partir da base de Hmeymim no oeste da Síria, na província de Latakia.
A coalizão internacional liderada pelos EUA, que inclui a França, tem realizado ataques aéreos contra instalações do Estado Islâmico desde agosto de 2014 e, um pouco depois, expandiu os seus ataques para alvos do EI na Síria. No início deste mês, o Ministério da Defesa da Rússia confirmou que os caças multifuncionais avançados Su-35S começaram a realizar missões de combate na Síria.

Hospital da MSF

O hospital da organização atingida por foguetes na segunda-feira na província no norte da Síria Idlib era uma filial do serviço de inteligência francesa, informou o representante permanente da Síria na ONU, Bashar Jaafari.

Segundo o diplomata, os representantes da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), ao instalar o hospital,  "não realizaram consultas com o governo sírio e não agiram com a permissão do governo da Síria". Conforme foi divulgado logo após o ataque, das 54 pessoas que trabalhavam no hospital no momento, sete morreram e oito estão desaparecidas. Nas suas declarações aos jornalistas, Jaafari divulgou:

– O assim chamado hospital foi substituído sem quaisquer consultas prévias com o governo sírio, pela chamada rede francesa Médicos Sem Fronteiras, que é uma filial da inteligência francesa no território da Síria.

Primeiramente, a MSF declarou que não tinha ideia de quem teria estado por trás do bombardeio mas, depois,  representantes da organização declararam que o ataque contra o hospital foi organizada por tropas leais ao presidente sírio Bashar Assad.
Ao mesmo tempo, o premiê turco Ahmet Davutoglu não tardou em atribuir a responsabilidade à Rússia.O embaixador sírio em Moscou, Riad Haddad, disse que o ataque foi realizado pela Força Aérea dos EUA. O conselheiro do presidente dos Estados Unidos para a Segurança Nacional, Susan Rice, sublinhou que a Casa Branca condena os bombardeios de hospitais na Síria, mas não está pronta a dizer com certeza quem esteve por trás disso. O Ministério da Defesa da Rússia negou as acusações da Turquia sobre o seu alegado envolvimento no ataque. – Digo já que na Frota do Cáspio não há nenhum navio que possa realizar tais lançamentos de mísseis balísticos – declarou o representante oficial do ministério Igor Konashenkov. Este já não é o primeiro caso em que um hospital se torna alvo de ataques aéreos. Em outubro de 2015, um hospital da MSF na cidade afegã de Kunduz foi destruído pela coalizão internacional liderada pelos EUA, matando pelo menos 30 pessoas. O chefe das Forças Armadas norte-americanas no Afeganistão John Campbell admitiu a culpa, sublinhando que foi cometido "um erro".
 

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