Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Crise migratória: Bruxelas destina 3,5 milhões de euros de emergência para a Grécia

A Comissão Europeia repassou nesta sexta-feira 3,5 milhões de euros em financiamento de emergência para a Grécia

Sexta, 04 de Março de 2016 às 08:54, por: CdB

 

A Comissão Europeia diz esperar que o fundo de emergência ajude a Grécia a reduzir a duração dos procedimentos de identificação, registo e recepção

  Por Redação, com ABr - de Bruxelas:   A Comissão Europeia repassou nesta sexta-feira 3,5 milhões de euros em financiamento de emergência para a Grécia, para ajudar a cobrir os custos com os recursos humanos para os primeiros centros de receção de refugiados e imigrantes, os chamadoshotspots. O dinheiro, proveniente do Fundo para a Segurança Interna, destina-se sobretudo a “aumentar significativamente” o número de pessoal especializado para trabalhar nos centros de recepção a ser instalados nas ilhas de Lesbos, Kos, Samos, Chios e Leros. O objetivo é reforçar a capacidade das autoridades gregas de lidar de forma eficaz com os fluxos migratórios recordes que ocorrem nas regiões, informou nesta sexta-feira a comissão. A Comissão Europeia diz esperar que o fundo de emergência ajude a Grécia a reduzir a duração dos procedimentos de identificação, registo e recepção.
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A Comissão Europeia repassou nesta sexta-feira 3,5 milhões de euros em financiamento de emergência para a Grécia

Pedidos de asilo

O número de primeiros pedidos de asilo na União Europeia (UE) mais do que duplicou em 2015, na comparação com o ano anterior, e atingiu 1.255.600, Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Eurostat, o Gabinete de Estatística da UE. A maioria dos pedidos foi feita por sírios (362.800 pessoas), tendo o número duplicado diante de 2014. Em seguida estão os afegãos, cujos pedidos quase quadruplicaram no período avaliado, para 178.200 e os iraquianos, que apresentaram sete vezes mais solicitações de asilo (121.500 pessoas). Estas três nacionalidades representam mais de metade do total de primeiros pedidos de asilo apresentados em 2015, segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE. A Alemanha é o país que recebeu maior número de novos pedidos (441.800, 35% do total da UE), seguida pela Hungria (174.400, 14%), a Suécia (156.100, 12%), a Áustria (85.500, 7%), a Itália (83.200, 7%) e a França (70.600, 6% do total). Na comparação com 2014, os primeiros pedidos de asilo tiveram maior aumento na Finlândia (822%), na Hungria (323%), na Áustria (233%), na Bélgica (178%), na Espanha (167%) e na Alemanha (155%).

Imigrantes econômicos

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apelou na quinta-feira aos “potenciais imigrantes ilegais econômicos” para que não sigam para a Europa”, em deslocamento à Grécia. – Eu quero apelar a todos os potenciais imigrantes ilegais econômicos, onde quer que estejam, que não venham para a Europa. Não acreditem nos traficantes. Não arrisquem as suas vidas e o seu dinheiro. É tudo por nada – afirmou Tusk, acrescentando que “nem a Grécia, nem outro país da Europa, é um país de trânsito”. Donald Tusk lembrou que atualmente a Grécia é o “principal ponto de entrada na União Europeia”, onde se vive situação muito complexa, com um fluxo contínuo de imigrantes e refugiados chegando diariamente da Turquia e milhares permanecendo na região. Em visitas a Viena, Ljublajana, Zagreb, Skopje e Atenas, Tusk testemunhou como a situação na rota dos Balcãs é “verdadeiramente dramática”. Ele vai viajar para Ancara, Istambul e Belgrado. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, anunciou que na cúpula extraordinária de chefes de Estado e de Governo, segunda-feira em Bruxelas, vai pedir sanções para os países que não cumprem o “principio fundamental” comunitário de divisão de responsabilidades. Em entrevista conjunta com Tusk, Tsipras chamou de provocação a recusa de alguns países de participar do mecanismo de recolocação a partir da Itália e da Grécia.
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