Tsipras disse que a Grécia continuará fazendo o que for possível para garantir que imigrantes ou refugiados não fiquem sem assistência
Por Redação, com com agências internacionais - de Atenas/Paris:
Ações unilaterais dos Estados membros da União Europeia para lidar com a crise migratória que atinge o bloco estão prejudicando a solidariedade e precisam parar, afirmaram o presidente do Conselho da UE, Donald Tusk, e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, nesta quinta-feira.
– A Grécia vai requerer que todos os países respeitem o Tratado Europeu e que haja sanções para aqueles que não o fizerem – afirmou Tsipras, que se reuniu com Tusk antes da realização de cúpula de líderes da UE na próxima semana.
– Nós pedimos que parem as ações unilaterais na Europa.
Autoridades da UE disseram à agência inglesa de notícias Reuters que os europeus, e em particular o governo alemão, estão olhando para a Turquia para reduzir o número de chegadas de imigrantes na Grécia para menos de mil por dia, no máximo, como uma condição inicial para a discussão sobre receber alguns refugiados sírios diretamente da Turquia.
Tsipras disse que a Grécia continuará fazendo o que for possível para garantir que imigrantes ou refugiados não fiquem sem assistência, mas não pode suportar o peso sozinha.
– Nós não vamos permitir que a Grécia ou qualquer outro país se transforme em um armazém de almas – disse Tsipras. "Estamos em um momento crucial para o futuro da Europa."
– Nós faremos todos os esforços para aplicar o tratado Schenghen e a Convenção de Genebra. Não vamos devolver as pessoas ao mar, arriscando a vida das crianças.
Crise migratória
Se a Grã-Bretanha decidir que quer sair da União Europeia em um referendo marcado para junho, a França irá permitir que imigrantes sigam para o território britânico retirando os controles de fronteiras e estendendo o tapete vermelho para os banqueiros em fuga de Londres, disser o ministro da Economia francês, Emmanuel Macron.
– No dia em que esta relação se desfizer, os imigrantes não ficarão mais em Calais (porto francês de acesso ao Canal da Mancha), e o passaporte financeiro irá funcionar menos bem – afirmou Macron ao jornal Financial Times antes de uma cúpula de segurança anglo-francesa.
Macron acrescentou que também podem ser criados obstáculos para o comércio bilateral, e que um acordo que permite à Grã-Bretanha realizar inspeções nas fronteiras para deter imigrantes indesejados do lado francês do Canal também pode ser desfeito.
Ecoando o convite feito pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, para que empresas francesas se mudassem para seu país quando a França elevou impostos em 2012, Macron disse: "Se eu raciocinasse como aqueles que estendem tapetes vermelhos, diria que podemos ter alguns repatriados da City de Londres (o coração financeiro da capital inglesa)."
Ele acrescentou que a "energia coletiva (da UE) seria gasta no desmonte dos laços existentes, não na recriação de novos" se os eleitores britânicos rejeitarem a permanência no bloco.