Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Cientista italiano identifica planeta com menos de 1 milhão de anos

O estudo analisou observações de arquivo de sete estrelas, realizadas com o coronógrafo do Observatório W. M. Keck, no Havaí.

Terça, 29 de Setembro de 2026 às 15:07, por: CdB

O estudo analisou observações de arquivo de sete estrelas, realizadas com o coronógrafo do Observatório W. M. Keck, no Havaí.

Por Redação, com ANSA – de Roma

Um astrofísico italiano anunciou a descoberta do mais jovem planeta do qual se tem conhecimento até agora: chamado de Elias 2-24b, ele tem menos de um milhão de anos, possui massa comparável à de Júpiter e traz gás e poeira em meio ao seu disco natal. Além disso, o astro gira ao redor de uma estrela situada a aproximadamente 450 anos-luz da Terra.

Estudos precedentes mostravam planetas mais jovens com mais de 5 milhões de anos

As características do planeta foram publicadas no The Astrophysical Journal Letters por uma equipe liderada pelo lombardo Andrea Bernardi, doutorando na Universidade Diego Portales, no Chile.

Segundo Lucas Cieza, professor do Instituto de Estudos Astrofísicos do Chile e coautor do estudo, os modelos científicos de formação planetária “já enfrentavam dificuldades para explicar os antigos recordistas de planeta mais jovem conhecido”, com um empate quádruplo envolvendo dois astros que orbitam a estrela PDS 70 e dois que orbitam a estrela WISPIT 2, “todos com mais de 5 milhões de anos”.

– O Elias 2-24b nos mostra que nem mesmo os nossos melhores modelos de formação planetária explicavam certos processos fundamentais – disse Cieza.

Sete estrelas

O estudo analisou observações de arquivo de sete estrelas, realizadas com o coronógrafo do Observatório W. M. Keck, no Havaí. Cada uma dessas estrelas é cercada por um disco de poeira, gás e fragmentos de gelo e rocha; a presença de estruturas e lacunas nesses discos sugere que planetas estão em formação.

Utilizando o coronógrafo — que bloqueia a luz das estrelas hospedeiras —, os astrônomos buscaram planetas mais tênues ao redor delas que pudessem estar imersos nos discos de poeira.

– Os planetas devem estar localizados dentro das lacunas, já que são eles que as criam. E foi exatamente aí que encontramos Elias 2-24b – revelou Bernardi.

O planeta “situa-se nos limites da capacidade de detecção dos telescópios atuais, mas, com novos instrumentos como o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da Nasa, tais detecções deverão tornar-se mais fáceis”, acrescentou.

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