Cerca de 500 pessoas, nuas ou seminuas, pedalaram para, segundo organizadores, transmitir uma mensagem de “autoaceitação”. Iniciativa também visou promover cultura alemã do corpo livre, que registra declínio de adeptos.
Por Redação, com DW – de Berlim
Centenas de ciclistas percorreram nus ou seminus, neste domingo, diversas ruas de Berlim em uma manifestação para promover o naturalismo e seus valores na Alemanha. Sob uma temperatura de 30°C na capital alemã, a manifestação atraiu cerca de 500 pessoas, informou a polícia.

O passeio começou no Mauerpark, na zona oriental de Berlim e seguiu em direção ao distrito governamental, na região central. Os organizadores informaram que o percurso de mais de 30 quilômetros seguiu a antiga linha do Muro de Berlim até o distrito de Schönefeld, localidade próxima ao aeroporto da capital.
Os participantes puderam optar por ficar parcial ou totalmente nus – ou “vestidos ou despidos da maneira que se sentissem mais confortáveis”, segundo os organizadores.
Os organizadores da iniciativa, chamada Passeio Ciclístico Mundial de Naturistas (World Naked Bike Ride), afirmaram que desejavam com a ação fazer uma releitura do lema “Nus, somos todos iguais”, associado movimento naturista alemão, a Freikörperkultur (FKK), literalmente “cultura do corpo livre”.
Eles destacaram que a iniciativa em Berlim tratava da diversidade dos corpos humanos, e não de conformidade. O objetivo era transmitir uma mensagem de “tolerância e autoaceitação, proximidade com a natureza, proteção do meio ambiente, inclusão e diversidade”.
Manifestação
Antes da manifestação, um dos organizadores explicou que uma das ideias fundamentais do naturismo é o encontro de pessoas nuas, pois, nessa condição, elas se encontram “sem máscaras e sem símbolos de status”.
Os organizadores também queriam aproveitar o evento para promover o movimento, uma vez que clubes e associações naturistas na Alemanha vêm registrando uma queda crescente no número de membros.
O movimento organizado perdeu adeptos na Alemanha nas últimas décadas. Enquanto na década de 90 a Federação Alemã de Cultura do Corpo Livre (DFK, na sigla em alemão) contava com 65 mil membros, hoje ela conta com apenas 34 mil.