Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Bombardeios russos miram instalações energéticas na Ucrânia

A Rússia lançou 450 drones e mais de 70 mísseis em ataques aéreos na Ucrânia, ferindo ao menos nove pessoas e deixando milhares sem aquecimento em temperaturas congelantes.

Terça, 03 de Fevereiro de 2026 às 10:32, por: CdB

A Rússia lançou 450 drones e mais de 70 mísseis, e ao menos nove pessoas ficaram feridas nos ataques que atingiram blocos de apartamentos e infraestruturas ‌energéticas.

Por Redação, com Reuters – de Kiev

A Rússia bombardeou instalações energéticas ucranianas com centenas de drones e dezenas de mísseis nesta terça-feira, deixando centenas de milhares de famílias sem ‌aquecimento em temperaturas congelantes um dia antes de novas negociações de paz, disseram ‌autoridades ucranianas.

Bombardeios russos miram instalações energéticas na Ucrânia | Infraestrutura energética ucraniana é alvo de ataques russos
Infraestrutura energética ucraniana é alvo de ataques russos

A capital Kiev e a segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, foram alvo de ataques aéreos durante a noite que, segundo o ministro da Energia da Ucrânia, se espalharam por oito regiões e seguiram-se a ‍uma breve moratória sobre ataques a instalações energéticas.

A Rússia lançou 450 drones e mais de 70 mísseis, e ao menos nove pessoas ficaram feridas nos ataques que atingiram blocos de apartamentos e infraestruturas ‌energéticas, disseram autoridades ucranianas. A eletricidade e o aquecimento ‌foram interrompidos em muitas áreas, com temperaturas em torno de -20 graus Celsius.

– Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar as pessoas é mais importante para a Rússia do que recorrer à diplomacia – escreveu o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no Telegram, acusando Moscou de escolher “o terror e a escalada”.

Ele se referia às negociações envolvendo autoridades russas, ucranianas e norte-americanas, programadas para serem realizadas em Abu Dhabi na quarta e na quinta-feira, enquanto Washington tenta mediar o fim de quase quatro anos de guerra desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Negociações

A primeira rodada de negociações trilaterais no final de janeiro não levou a nenhum avanço na questão vital do território, com Moscou exigindo que Kiev ceda mais terras no leste da Ucrânia, o que ela se ‌recusa a fazer.

Zelensky afirmou que a Ucrânia, que luta para impedir o avanço russo no campo de batalha, está pronta para negociações “substanciais”. Moscou e Kiev culpam uma à outra pelo fracasso em chegar a um acordo de paz.

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