Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Banco Central chinês faz aporte de crédito de 140 bilhões de yuans

O Banco Central da China fez, nesta quarta-feira, um novo aporte de recursos, no valor de 140 bilhões de yuans, para manter a liquidez no sistema bancário.

Quarta, 26 de Agosto de 2015 às 08:05, por: CdB
Por Redação, com ABr e Reuters - de Brasília e Xangai: O Banco Central da China fez, nesta quarta-feira, um novo aporte de recursos, no valor de 140 bilhões de yuans (cerca de US$ 21,8 bilhões), para manter a liquidez no sistema bancário. A operação ocorre um dia depois de a instituição ter injetado 150 bilhões de yuans no sistema bancário (US$ 23,4 milhões) - maior intervenção no sistema financeiro chinês, entre as operações feitas diretamente no mercado desde janeiro do ano passado.
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Entre as medidas para aumentar a liquidez, o Banco Central da China também decidiu cortar as taxas de juros
Entre as medidas para aumentar a liquidez, o Banco Central da China também decidiu cortar as taxas de juros e reduzir os depósitos compulsórios, uma reserva obrigatória dos depósitos bancários. Em nota, a instituição explicou que a injeção de liquidez feita nesta quarta-feira ocorreu por meio de empréstimos de curto prazo, com vencimento em seis dias e a uma taxa de juros de 2,3%. Normalmente, os aportes de dinheiro do Banco Central são feitos por meio da venda com acordos de recompra. Os acordos de recompra constituem uma forma de financiamento em que a instituição cede títulos de sua carteira como contrapartida de um empréstimo e, simultaneamente, se obriga a recomprá-los em data preestabelecida. A diferença entre os preços de venda e de recompra constitui o juro pago pelo devedor. O Banco Central chinês tem feito diversas operações de crédito para estabilizar o sistema financeiro, em um período de turbulências, devido à crise das bolsas e após a desvalorização do yuan na semana passada. Hoje, a Bolsa de Valores de Xangai registrou nova queda acentuada. Violação de regras sobre negociação de ações O órgão regulador dos mercados de capitais e a polícia da China estão mirando suspeitas de violação de regras para negociação de ações e uso de informações falsas, passo mais recente em uma leva de medidas para limpar os mercados em meio a oscilações intensas nas bolsas. A polícia está investigando oito funcionários na maior corretora do país, a CITIC por suspeitas de negociações ilegais de ações, informou na terça-feira a Xinhua, agência de notícias oficial. Em comunicado à bolsa de valores de Hong Kong nesta quarta-feira, a CITIC disse que não foi informada sobre uma investigação de seus funcionários e suas operações continuavam normalmente. Um funcionário e um ex-funcionário da Comisssão de Regulação de Mercados de Capitais da China são suspeitos de negociações com informações privilegiadas e forjar documentos e selos oficiais, disse a agência. Wang Xiaolu, jornalista na respeitada revista de negócios Caijing, é suspeito, junto com outros, de ter elaborado e disseminado informações falsas sobre ações e contratos futuros, segundo a agência. A polícia intimou Wang na noite de terça-feira, disse a Caijing em comunicado nesta quarta-feira, mas não informou o motivo de sua detenção.
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