A Itália não disputa a Copa do Mundo desde 2014, no Brasil, quando caiu na fase de grupos, e não chega ao mata-mata do torneio desde a campanha do tetracampeonato, em 2006, na Alemanha.
Por Redação, com ANSA – de Roma
O presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Gabriele Gravina, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, após a Azzurra ter ficado de fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva.

O cartola comunicou sua decisão durante uma reunião com os componentes da Figc, incluindo dirigentes das Séries A, B e C e de associações de jogadores e treinadores, em Roma, na esteira da derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia.
Gravina ocupava o cargo desde 22 de outubro de 2018 e vinha sendo pressionado a renunciar até pelo governo da premiê Giorgia Meloni, que chegou a defender uma intervenção do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) na Figc.
No comunicado que oficializa a renúncia, a federação declarou que o agora ex-mandatário agradeceu aos associados pelo “apoio e solidariedade” e se ofereceu para participar de uma audiência na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, em 8 de abril, para discutir o momento do futebol italiano.
Presidente da federação em dois dos três fracassos seguidos da seleção nas eliminatórias para a Copa, o cartola também viu os questionamentos contra ele aumentarem devido a declarações desastradas após a derrota para a Bósnia.
Na ocasião, Gravina elogiou o trabalho do contestado técnico Gennaro Gattuso, chamou os jogadores da Azzurra de “heroicos” e ainda definiu os outros esportes como “amadores”, gerando críticas no bem-sucedido movimento olímpico italiano, que vem de recordes de medalhas tanto nos Jogos de Verão como nos de Inverno.
Figc
A eleição para escolher o novo chefe da Figc foi marcada para 22 de junho, e um dos nomes cotados para assumir o cargo é justamente o ex-presidente do Coni Giovanni Malagò, responsável pela organização das Olimpíadas de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo.
A Itália não disputa a Copa do Mundo desde 2014, no Brasil, quando caiu na fase de grupos, e não chega ao mata-mata do torneio desde a campanha do tetracampeonato, em 2006, na Alemanha.