Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Alckmin pede à classe média que vote em Lula, contra a barbárie

Em seu discurso, Alckmin classificou a vitória como “perfeitamente possível” e comparou a diferença de 2,2 milhões de votos entre os candidatos no primeiro turno com os 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.

Domingo, 11 de Outubro de 2026 às 15:24, por: CdB

Em seu discurso, Alckmin classificou a vitória como “perfeitamente possível” e comparou a diferença de 2,2 milhões de votos entre os candidatos no primeiro turno com os 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.

Por Redação – de São Paulo

Vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB) busca ampliar o diálogo com a classe média, os eleitores independentes e o centro político para conquistar votos para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Em ato realizado neste sábado, na capital paulista, Alckmin afirmou que a campanha deve apresentar os prejuízos que uma mudança de governo pode trazer à população.

Alckmin,Lula
Ao microfone, Alckmin convoca a classe média a impedir o retorno de um governo neofascista

Em seu discurso, Alckmin classificou a vitória como “perfeitamente possível” e comparou a diferença de 2,2 milhões de votos entre os candidatos no primeiro turno com os 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. A declaração ocorreu em uma manifestação da organização Judeus pela Democracia em apoio à chapa governista.

— Em política não se obriga, se conquista. Nós temos que falar com os independentes, com o centro, com a classe média e convencer o pessoal, mostrando os prejuízos que podem ter. A população quer mudança, mas não pode ser mudança para pior, para piorar a vida da população — afirmou o vice-presidente.

 

Supesalários

O vice-presidente também reconheceu a necessidade de ajuste fiscal, mas acredita que a redução de despesas alcance os supersalários e preserve a população de menor renda. Alckmin afirmou que 70% dos aposentados e pensionistas brasileiros recebem apenas um salário mínimo, de R$ 1.621, e criticou propostas de redução de benefícios.

A abordagem associou o debate sobre as contas públicas à proteção dos rendimentos de quem depende desses pagamentos. Ao conversar com jornalistas depois do ato, disse que “governar é escolher” e comparou decisões tributárias das gestões de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Citou a redução de impostos sobre armas de fogo e jet skis no governo anterior e destacou a medida voltada aos trabalhadores na atual administração.

— Nós tiramos imposto pro assalariado que ganha até R$ 5 mil — concluiu.

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