Em seu discurso, Alckmin classificou a vitória como “perfeitamente possível” e comparou a diferença de 2,2 milhões de votos entre os candidatos no primeiro turno com os 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas.
Por Redação – de São Paulo
Vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSB) busca ampliar o diálogo com a classe média, os eleitores independentes e o centro político para conquistar votos para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Em ato realizado neste sábado, na capital paulista, Alckmin afirmou que a campanha deve apresentar os prejuízos que uma mudança de governo pode trazer à população.

Em seu discurso, Alckmin classificou a vitória como “perfeitamente possível” e comparou a diferença de 2,2 milhões de votos entre os candidatos no primeiro turno com os 33 milhões de eleitores que não compareceram às urnas. A declaração ocorreu em uma manifestação da organização Judeus pela Democracia em apoio à chapa governista.
— Em política não se obriga, se conquista. Nós temos que falar com os independentes, com o centro, com a classe média e convencer o pessoal, mostrando os prejuízos que podem ter. A população quer mudança, mas não pode ser mudança para pior, para piorar a vida da população — afirmou o vice-presidente.
Supesalários
O vice-presidente também reconheceu a necessidade de ajuste fiscal, mas acredita que a redução de despesas alcance os supersalários e preserve a população de menor renda. Alckmin afirmou que 70% dos aposentados e pensionistas brasileiros recebem apenas um salário mínimo, de R$ 1.621, e criticou propostas de redução de benefícios.
A abordagem associou o debate sobre as contas públicas à proteção dos rendimentos de quem depende desses pagamentos. Ao conversar com jornalistas depois do ato, disse que “governar é escolher” e comparou decisões tributárias das gestões de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Citou a redução de impostos sobre armas de fogo e jet skis no governo anterior e destacou a medida voltada aos trabalhadores na atual administração.
— Nós tiramos imposto pro assalariado que ganha até R$ 5 mil — concluiu.