O reajuste estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) encontra-se publicado no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira.
Por Redação, com ABr – de Brasília
A partir desta segunda-feira, os preços dos medicamentos em todo o Brasil ficam até 5,06% mais caros. Apesar do aumento, o índice encontra-se aquém do que previram economistas, no menor patamar desde 2018.

O reajuste estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) encontra-se publicado no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira. O percentual é resultado de uma fórmula de cálculo elaborada pela Cmed e corresponde à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro. O valor serve de referência para as farmacêuticas.
Níveis
O reajuste será escalonado em três níveis, de acordo com a categoria do medicamento:
Nível 1: aumento de 5,06%;
Nível 2: aumento de 3,83%;
Nível 3: aumento de 2,60%.
Registro
A autorização para o reajuste está condicionada à apresentação do Relatório de Comercialização à CMED. As informações desse relatório são tratadas de forma confidencial, mas a sua entrega é obrigatória para todas as empresas que possuem registro de medicamentos no país.
O presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), Nelson Mussolini, diz que o impacto do reajuste pode não ser imediato para o consumidor final. Segundo ele, a concorrência entre farmácias e os estoques ainda disponíveis podem fazer com que o reajuste demore meses para refletir nos preços ao consumidor.
— Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer — concluiu Mussolini.