Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2025

Preços dos medicamentos sofre novo reajuste, menor do que o previsto

Os preços dos medicamentos no Brasil sofreram um reajuste de até 5,06%, o menor desde 2018. Entenda como isso impacta o consumidor e o mercado.

Segunda, 31 de Março de 2025 às 19:44, por: CdB

O reajuste estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) encontra-se publicado no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A partir desta segunda-feira, os preços dos medicamentos em todo o Brasil ficam até 5,06% mais caros. Apesar do aumento, o índice encontra-se aquém do que previram economistas, no menor patamar desde 2018.

Preços dos medicamentos sofre novo reajuste, menor do que o previsto | Os medicamentos sofrem reajustes anuais, liberados pela Anvisa
Os medicamentos sofrem reajustes anuais, liberados pela Anvisa

O reajuste estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) encontra-se publicado no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira. O percentual é resultado de uma fórmula de cálculo elaborada pela Cmed e corresponde à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro. O valor serve de referência para as farmacêuticas.

 

Níveis

O reajuste será escalonado em três níveis, de acordo com a categoria do medicamento:

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Nível 1: aumento de 5,06%;

Nível 2: aumento de 3,83%;

Nível 3: aumento de 2,60%.

 

Registro

A autorização para o reajuste está condicionada à apresentação do Relatório de Comercialização à CMED. As informações desse relatório são tratadas de forma confidencial, mas a sua entrega é obrigatória para todas as empresas que possuem registro de medicamentos no país.

O presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos), Nelson Mussolini, diz que o impacto do reajuste pode não ser imediato para o consumidor final. Segundo ele, a concorrência entre farmácias e os estoques ainda disponíveis podem fazer com que o reajuste demore meses para refletir nos preços ao consumidor.

— Dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos, aumentos de preço podem demorar meses ou nem acontecer — concluiu Mussolini.

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