Stédille acusa EUA de tentar ocupar a Amazônia
12/08/2002, 07:09
Para João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Sem-terra, assinar um acordo como o da Base de Alcântara, que afronta a Constituição, a soberania e o desenvolvimento tecnológico por US$ 34 milhões anuais, é no mínimo subserviência. Recentemente, houve denúncia de favorecimento de norte-americanos na licitação do projeto do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), inaugurado em 25 de julho. Nada menos do que 5,5 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia brasileira serão monitorados pelos Estados Unidos. Agora, a sociedade civil se mobiliza para evitar a concessão da Base de Alcântara, construída em 1980 no Maranhão, para os EUA. "Eles colocaram bases na Bolívia, no Equador, no Panamá e na Colômbia. Faltava apenas no lado leste da Amazônia. Daí, o ponto estratégico da Base de Alcântara", afirma Stédile.