Presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse na terça-feira que está confiante de que a Copa do Mundo, realizada pela primeira vez na África, irá resultar na geração de empregos e em crescimento econômico.
– O evento em si criou tal oportunidade que nossa economia não será do mesmo tamanho depois da Copa do Mundo de 2010. Certamente, portanto, o PIB irá crescer em relação a onde estava – disse Zuma ao canal britânico de TV Reuters Insider.
– Estamos confiantes de que os números do emprego irão crescer – acrescentou.
O desemprego na África do Sul está oficialmente em 25%, mas analistas dizem que a cifra pode chegar até a 40%. O presidente sul-africano disse que as greves registradas nesta época não foram programadas para prejudicar a Copa - segundo Zuma, elas acontecem porque junho e julho são as épocas tradicionais de negociações salariais.
– As greves são sempre uma questão preocupante, mas não há nada extraordinário, porque estamos lidando com o que sempre lidamos durante esta época – afirmou Zuma.
Sindicatos que representam funcionários da empresa elétrica Eskom estão envolvidos numa negociação que, se não der certo, pode provocar uma greve ainda durante a Copa. Também já houve greves ou ameaças envolvendo transportes, empresas de segurança e controle imigratório nos aeroportos. Analistas estimam que um mês de Copa possa ampliar o PIB local em até 0,5 ponto percentual em 2010. Em maio, uma pesquisa da Reuters apontou previsões de 0,1 a 0,7% para o crescimento sul-africano.
O governo gastou cerca de 40 bilhões de rands (US$ 5,4 bilhões) em infraestrutura, inclusive na melhoria de estradas e aeroportos. Um estudo da empresa de contabilidade Grant Thornton apontou que os estrangeiros injetariam 13 bilhões de rands na economia local durante a Copa, e que o impacto no PIB - incluindo gastos indiretos e investimentos em infraestrutura - chegaria a 93 bilhões de rands.
Zuma disse mais tarde a um evento da Reuters Newsmaker que a Copa pode acelerar o crescimento da economia, a maior da África.
– Vemos a Copa do Mundo como um catalisador do desenvolvimento – afirmou, destacando a criação de empregos e o desenvolvimento da infraestrutura.
Ele celebrou também a visibilidade do seu país no cenário global.
– O mundo desceu para o Sul e experimentou a África do Sul como país (e como) um importantíssimo destino de investimentos – concluiu.