A deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP) renunciou à vaga de suplente no Conselho de Ética da Câmara, após ser processada pelo Partido dos Trabalhadores. O pedido de renúncia foi lido pelo presidente do Conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), durante o depoimento do deputado Roberto Brant (PFL-MG).
Izar instaurou, nesta terça-feira, o processo disciplinar contra a parlamentar tucana. Ela foi acusada de quebra de decoro pelo PT porque apontou integrantes do partido como mandante da morte do ex-prefeito de Campinas Celso Daniel e ter chamado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "bandidão". Zulaiê afirmou, em sua defesa, que o PT tenta violar seu direito de expressar as próprias opiniões.
A deputada também acusou os petistas de descontextualizar suas palavras, ao "pinçar" o termo "bandidão" de seu pronunciamento na convenção para a escolha do diretório paulista do PSDB, realizada no último dia 6 de novembro.
- Estava no exercício do meu mandato parlamentar e no ambiente adequado: na convenção do meu partido. Não há nada demais em se referir ao presidente, que está envolvido em uma série de denúncias de corrupção. Sou de um partido da oposição e estou no meu papel - disse a deputada.