Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 2026

Zuanazzi diz não temer investigação na Anac

Quarta, 22 de Agosto de 2007 às 15:48, por: CdB

O diretor-geral da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, disse nesta quarta-feira que não teme investigações. Ele participou da audiência pública em que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, comunicou que vai abrir processo contra funcionários da agência por causa da atuação deles na polêmica sobre a utilização da pista do Aeroporto de Congonhas.

— Não tenho problema nenhum em ser fiscalizado, nenhum mesmo. Faço até questão muitas vezes, porque é o que vai julgar a verdade, julgar a honestidade da gente —, afirmou.

— Evidentemente, um processo administrativo vai limpar essa situação, vai esclarecer isso. Por isso, não tenho nada contra —, completou.

Na Comissão de Infra-estrutura do Senado, Jobim prometeu abrir processo disciplinar administrativo para apurar o motivo de uma norma técnica, mesmo sem ter sido aprovada pela Anac, fazer parte do argumento de defesa contra a proibição de alguns tipos de aeronave na pista de Congonhas.

Durante sua fala na comissão, Zuanazzi disse que é preciso separar o joio do trigo, já que a norma em questão, embora tenha sido incluída na argumentação a favor do uso da pista, tratava especificamente da possibilidade de operar um avião mesmo com o reverso quebrado.

— Evidentemente, entrou [na defesa] um documento que não tem nada a ver com o tema da ação judicial. O que se discutia era o fechamento de Congonhas até as obras [reforma da pista] —, disse.

Ele acrescentou ainda que a tragédia da TAM ocorreu com um avião (Airbus A320) que não estava entre aqueles que se tentou proibir de pousar em Congonhas.

— A decisão judicial era para 737-700, 737-800 e Fokker-100, então juntar essas coisas é injusto —, completou.

No início do ano, a Justiça Federal de São Paulo proibiu que essas três categorias de aeronaves usassem Congonhas. A Anac e a Infraero recorreram da decisão e conseguiram a liberação.

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