A ordem para os atos de terror teria partido de traficantes, em retaliação ao patrulhamento da PM. Em confronto com os marginais, restaram dois corpos no Complexo do Chapadão
Por Redação - do Rio de Janeiro
O terror deixou suas marcas nas ruas do bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. Na manhã deste domingo, permanecia à vista de todos os esqueletos de seis ônibus calcinados durante o ataque de uma horda que tomou as ruas, durante a madrugada.
Os veículos pertenciam à Viação Pavunense. Os incêndios levaram o pânico aos moradores. Os agitadores atearam fogo em quatro ônibus da linhas 399 (Pavuna x Passeio), um da linha 723 (Cascadura x Mariópolis) e um que opera a linha 434L (Nova Iguaçu x Sulacap).
A ordem para os atos de terror teria partido de traficantes, em retaliação ao patrulhamento da PM. Em confronto com os marginais, restaram dois corpos no Complexo do Chapadão. Segundo a Polícia Militar, policiais do 41º BPM (Irajá) trocaram tiros com dois criminosos, que foram mortos no confronto.
Ônibus climatizados
Em nota, a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) repudiou os ataques aos veículos. Ressaltou, no documento, que dos seis, cinco ônibus eram climatizados e quatro foram adquiridos em 2016.
A federação também lembrou que, somente em janeiro, oito ônibus já foram incendiados no estado. Em 2016, 43 veículos foram alvo de vandalismo desse tipo.
Segundo a Fetranspor, a reposição desses 51 veículos custará mais de R$ 20 milhões e pode demorar até seis meses, deixando de transportar de 70 mil a 210 mil passageiros.