Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Zona do euro trabalha para acertar pacote trilionário da ajuda à Grécia

Os ministros das Finanças da zona do euro estão trabalhando nos últimos detalhes do pacote de resgate da região de 750 bilhões de euros (US$ 925 bilhões) anunciado há uma semana para conter os temores relacionados à dívida grega. (Leia Mais)

Terça, 18 de Maio de 2010 às 09:03, por: CdB

Os ministros das Finanças da zona do euro estão trabalhando nos últimos detalhes do pacote de resgate da região de 750 bilhões de euros (US$ 925 bilhões) anunciado há uma semana para conter os temores relacionados à dívida grega. Após conversações em Bruxelas no fim desta segunda-feira, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, e outros colegas amenizaram o que algumas autoridades descreveram como diferenças entre Alemanha e França sobre como usar o mecanismo de ajuda.

– São mais coisas técnicas que diferenças (entre os países) – afirmou ele nesta terça-feira.

Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro de Luxemburgo e chefe das conversações, também disse que as questões a serem resolvidas são técnicas e que os ministros esperam resolvê-las na sexta-feira, quando voltarem a Bruxelas para discutir políticas de longo prazo.

Reação cautelosa

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira, com a recuperação nos mercados chineses encorajando os investidores a procurarem ações mais desvalorizadas nos últimos dias, mas persistem os temores sobre a saúde fiscal da zona do euro. O índice MSCI que acompanha as bolsas da região da Ásia-Pacífico exceto Japão tinha alta de 0,24%, aos 391 pontos, às 8h18 (horário de Brasília), depois de cair 3,3% na véspera.

Em um pregão volátil, muitos mercados variaram entre o positivo e negativo. A bolsa de Tóquio fechou praticamente estável, com ligeiro ganho de 0,07%, aos 10.242 pontos, entregando ganhos iniciais.

O índice da bolsa de Xangai, entre os com pior desempenho no ano devido aos temores de aperto monetário na China, subiu 1,36%, para 2.594 pontos. Na segunda-feira, o indicador tombou 5%, maior queda diária em cinco meses.

Gerentes de fundos afirmam que os problemas de dívida soberana na Europa estão pesando sobre os mercados e os setores mais afetados são os de matérias-primas e consumo.

– Não consigo ver um catalisador que leve o mercado muito mais para cima nos próximos meses. Vai ser preciso um longo tempo antes de termos uma recuperação de resultados de empresas da Europa e as empresas norte-americanas têm uma grande exposição à Europa – disse o gerente de porfólio Simon Burge, da ATI.

A bolsa de Seul recuou 0,5%, para 1.643 pontos. A Samsung Electronics subiu 1,02% depois de revelar planos para investimento recorde de US$ 16 bilhões para ampliar a produção de chips e telas planas. O índice da bolsa de Hong Kong subiu 1,17%, para 19.944 pontos. Taiwan recuou 0,18%, para 7.585 pontos.

– É difícil ver como os problemas na Europa iniciados com a Grécia chegarão a um fim. É difícil dizer o que poderia convencer todos que os problemas acabaram – disse Minoru Shiori, chefe de câmbio na trading Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities.

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