Os recursos vão complementar outras atividades de investigação atualmente financiadas no âmbito do Programa-Quadro Horizonte 2020, que podem ajudar a lutar contra o zika
Por Redação, com ABr - de Bruxelas:
A Comissão Europeia financiou nesta terça-feira com 10 milhões de euros, do programa Horizonte 2020, a investigação sobre o vírus zika, que afeta regiões da América Latina, principalmente o Brasil, com suspeita de que cause malformações em recém-nascidos.
A verba é destinada ao financiamento de projetos que investigam a presumível ligação entre o vírus e os casos notificados de malformações cerebrais graves, como a microcefalia, em recém-nascidos.
A verba é destinada ao financiamento de projetos que investigam a presumível ligação entre o vírus e os casos notificados de malformações cerebrais graves
Os investigadores poderão passar, em seguida, à luta contra o vírus zika, incluindo o desenvolvimento de instrumentos de diagnóstico e o ensaio de possíveis tratamentos e vacinas.
– Este financiamento permitirá a realização de investigação sobre a ameaça mundial emergente do vírus zika, que é urgentemente necessário”, disse o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas.
Por seu lado, o ministro da Ciência e da Tecnologia brasileiro, Celso Pansera, afirmou que “a parceria com a União Europeia na investigação sobre o vírus zika será muito importante para ajudar os investigadores brasileiros a lutar com as doenças epidémicas que afetam o país”.
O país mais afetado pelo zika, vírus transmitido por um mosquito, é o Brasil, onde, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a recente série de malformações cerebrais graves em recém-nascidos pode estar relacionada com o vírus.
Os recursos vão complementar outras atividades de investigação atualmente financiadas no âmbito do Programa-Quadro Horizonte 2020, que podem ajudar a lutar contra o zika, especialmente o desenvolvimento de vacinas e o controlo da propagação dos mosquitos.
Recipientes domésticos
Recipientes domésticos usados para armazenamento improvisado de água, como baldes e regadores, foram os principais responsáveis pelo aparecimento de novos criadouros do mosquito Aedes aegypti no município de São Paulo em fevereiro. No segundo mês do ano, esses utensílios representaram 32,4% dos recipientes com larvas.
Em seguida, vêm caixas d'água (7,5%), pratos (7,5%) e latas ou frascos de plástico (6,9%). Os dados constam da Avaliação de Densidade Larvária (ADL) e foram divulgados na segunda-feira pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha, os resultados mostram a consolidação de uma tendência que já vinha sendo observada desde o ano passado: "que o principal fator hoje, dentro da casa das pessoas, de foco larvário do mosquito da dengue, da chikungunya e do zika vírus são exatamente tonéis, caixas d’água, depósitos para reservar água com a preocupação da não oferta de água na cidade de São Paulo, principalmente na periferia”.
Dados da secretaria mostram que, até a sexta semana epidemiológica (segundaª semana de fevereiro), foram confirmados 1.983 casos de dengue em toda a cidade. No mesmo período de 2015, houve 2.280 casos confirmados, ou seja, uma queda de aproximadamente 13%. A zona leste da capital continua sendo a região mais afetada, e Lajeado, com 159 casos, e Penha, com 109, os bairros mais atingidos.
Microcefalia e vírus zika
A secretaria registrou 46 casos de microcefalia na capital, no período de outubro de 2015 a 10 de março deste ano. Desses, seis casos estão ligados ao vírus zika.
De acordo com a pasta, em nenhum dos casos, a contaminação se deu na cidade. Ainda estão sendo investigados 21 casos, os demais foram descartados por não terem relação com o zika vírus.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.