O técnico da seleção japonesa, o brasileiro Zico, elogiou a atuação de sua equipe no empate em 2 x 2 com o Brasil pela Copa das Confederações e aproveitou para reclamar da arbitragem.
Com quatro pontos em três jogos, o Japão não conseguiu se classificar para as semifinais por ter um saldo de gols pior que o do Brasil, que também somou quatro pontos.
- O cara apitou coisas que ninguém entendeu. Teve gol anulado, teve invasão de campo, teve substituições, teve essa confusão toda e o cara dá três minutos de acréscimos (no final) num momento crucial. Fomos prejudicados - disse ele, que reclamou do gol de Kaji anulado pelo árbitro tunisiano Mourad Daami por impedimento aos três minutos de jogo.
- O gol foi válido, todos no estádio puderam ver. A primeira conclusão a que chego é que, nos momentos de decisão, pesa sempre a camisa mais forte.
O Japão, primeira seleção a se classificar para a Copa do Mundo de 2006, esteve perto de eliminar o Brasil da Copa das Confederações. A equipe arrancou um empate aos 43 minutos do segundo tempo e Oguro ainda teve a chance de garantir a vitória nos acréscimos, mas Marcos conseguiu boa defesa.
- Estou feliz com a atuação do Japão, que correu risco, se abriu quando tinha que se abrir porque precisava ganhar. Foi para cima, criou as oportunidades, respeitou mas não temeu. Poderia ter saído daqui com a vitória - avaliou.
Zico afirmou que o momento mais difícil para ele foi na hora do hino nacional brasileiro.
- A hora do hino nacional foi a única em que baqueei. Bateu forte o sentimento, ainda bem que o hino foi interrompido no meio. Dessa vez eu sabia que estava do outro lado e poderia tirar o Brasil da competição. Não gostaria que outros brasileiros passassem por isso.