A Justiça Federal de Brasília aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. Ele é suspeito de negociar pagamento de propina a membros do Carf.
Além de Luiz Carlos Trabuco mais nove pessoas são suspeitas de envolvimento com esquema de corrupção
Por Redação, com Agências de Notícias - de Brasília:
A Justiça Federal de Brasília aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. Assim como Trabuco mais nove pessoas tornaram-se reús por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Zelotes.
A Operação Zelotes foi deflagrada em março do ano passado pela Polícia Federal
Os dez são suspeitos de negociarem pagamento de propina a membros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Para a Justiça houve, na fase final da investigação, elementos capazes de dar origem a um processo judicial. A Justiça Federal decidirá sobre as acusações após a conclusão da ação penal, ainda sem prazo.
Em nota, o Bradesco informou que "não houve contratação dos serviços oferecido pelo grupo investigado. Acrescenta que foi derrotado por seis votos a zero no julgamento do Carf. O Bradesco esclarece ainda que o presidente da instituição, Luiz Carlos Trabuco Cappi, não participou de qualquer reunião com o grupo citado".
A Zelotesfoi deflagrada em março do ano passado pela Polícia Federal, investiga 24 pessoas e pelo menos 15 escritórios de advocacia e consultoria suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção.
Confira a nota do Bradesco:
O Banco Bradesco S.A. (“Bradesco ou Companhia”) comunica ao Mercado que, em um dos inquéritos desdobrados da chamada “Operação Zelotes”, foram indiciados três integrantes da Direção do Banco, inclusive o seu Diretor-Presidente.
Segundo relatório da Polícia Federal, membros da Diretoria do Banco mantiveram contato com pessoas investigadas por crimes de corrupção ativa.
No âmbito do citado inquérito, dois Diretores do Bradesco prestaram depoimentos à Polícia Federal em São Paulo, quando esclareceram que foram procurados por escritório de assessoria tributária que se ofereceu para advogar uma questão fiscal junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais “CARF”.
Desses contatos não se efetivou qualquer proposta, contratação ou pagamento, mesmo porque a pendência fiscal já se encontrava sob o patrocínio de renomados tributaristas.
Cabe informar que o processo junto ao CARF, objeto da investigação, foi julgado em desfavor do Bradesco por unanimidade – 6 x 0, e encontra-se, agora, submetido ao Poder Judiciário. A Companhia informa que jamais prometeu, ofereceu ou deu vantagem indevida a quaisquer pessoas, inclusive a funcionários públicos, para encaminhamento de assuntos fiscais ou de qualquer outra natureza.
O indiciamento toma de surpresa a Administração do Bradesco, considerando que os dois Diretores foram ouvidos apenas como testemunhas e o Presidente da Companhia sequer foi ouvido e tampouco participou de qualquer reunião com representantes do escritório de assessoria tributária.
O Bradesco reitera seus elevados padrões de conduta ética e reafirma a sua confiança no pleno funcionamento da Justiça.
Cidade de Deus, Osasco, SP, 31 de maio de 2016
Banco Bradesco S.A.
Moacir Nachbar Junior
Diretor Executivo Gerente
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.