Zeca Dirceu "No Congresso, o PT vai construir uma maioria em torno de uma proposta que supere o sistema atual, mas que, entre quatro pontos, tenha o voto em lista e o financiamento público de campanha como imprescindíveis e presentes no relatório final das comissões".
O trecho acima, eu copio de artigo sobre a reforma política que o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) publicou em O Globo neste início de semana, sob o título "Modelo superado". "É importante dizer que o voto em lista fechada representa, também, a vontade do eleitor. É um voto no candidato identificado com o programa e com as propostas apresentadas pelo partido", acentua o deputado paranaense.
Ele defende pontos de vista que também são meus, entre os quais a convicção de que precisamos implantar um sistema de voto que viabilize, fortaleça e consolide partidos sérios entre nós porque eles estão dentre as mais autênticas instituições representantes de todas as parcelas da sociedade.
Advertência: riscos à institucionalidade
O texto do deputado Zeca Dirceu traz, quase ao final, uma advertência muito séria, que precisa ser pensada por todos os brasileiros, particularmente por sua classe política: "Os que afirmam ser inviável fazer reforma estão subestimando os riscos de uma crise político-institucional que o atual modelo (político-partidário) acabará por produzir".
"Não será fácil e nem simples" fazer a reforma política, conclui o deputado que, em todo o seu texto, deixa claro não só o aperfeiçoamento político-institucional trazido pela reforma política, como a necessidade de aprová-la desta vez, e finalmente, depois de inúmeras vezes em que se tentou fazê-la.
Vejam e discutam comigo "Modelo superado", artigo do Zeca Dirceu em O Globo.
Foto: Arquivo.