Conforme a coluna anunciou na última terça-feira, o criador do Zé do Caixão, José Mojica Marins, vai se candidatar a vereador em São Paulo pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC). Em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, Mojica conta seus planos para "exorcizar a cidade de São Paulo" e fala sobre sua retomada a sua mais importante cria, Coffin Joe.
O que o levou a se candidatar e quais as suas pretensões como vereador?
- São Paulo é uma das maiores cidades do Brasil não tem ninguém lá que entenda de artes. Estou entrando para fazer o que sei fazer. Não vou gerar emprego, vou lutar pela arte e comunicação.
E de onde veio a inspiração?
- Vi um trabalho no Paraná no qual as crianças esqueciam os problemas da rua e ficavam imersas no mundo da arte. É o sonho das crianças ter o que fazer.
Mas não é estranho o criador de um personagem diabólico se candidatar por um partido cristão?
- O povo me fez uma lenda viva. O Zé vai me ajudar na campanha, já estava na hora de ele me ajudar um pouquinho, mas quem vai entrar lá é o cineasta. Quero fazer outras coisas, não só terror. Aliás, eu já fiz outras coisas. O José Mojica não tem nada haver com sua criação. Mas se eu entrar, não vou parar minha carreira.
E por que escolheu o PCT?
- Escolhi um partido pequeno, porque se fosse um partido grande, eu ia ser uma marionete nas mãos deles.
E a carreira cinematográfica? A quantas anda a última parte da tão anunciada trilogia do Zé do Caixão?
- A encarnação do demônio, que era para ser feito em 1967, assustou produtores, censores e nunca saiu. Está sendo muito aguardado aqui e no exterior. Já temos R$ 500 mil, mas está orçado em R$ 2.300 milhões. Acho que faço a fita com R$ 1.200 milhão. Agora, eu queria era pagar bem os atores, os técnicos. Mas com certeza vou iniciar 2.005 filmando.