O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodriguez Zapatero, afirmou neste domingo ordenado a retirada de 1.300 soldados do Iraque ``o mais rápido possível''. O anúncio foi feito durante discurso na televisão.
Zapatero disse ter dado ao ministro da Defesa, José Bono, ``a ordem de fazer o que for necessário para que os soldados no Iraque voltem para casa no menor período de tempo e na maior segurança possíveis''.
O primeiro-ministro causou controvérsia durante sua campanha por prometer que tiraria os soldados do Iraque se a Organização das Nações Unidas (ONU) não assumisse o país até 30 de junho.
O presidente norte-americano, George W. Bush, pediu à Espanha e a outros alidos que continuem apoiando Washington.
- De acordo com as informações que temos... não é provável que uma resolução da ONU seja adotada atendendo às condições que estabelecemos para continuarmos no Iraque'', disse Zapatero.
O primeiro-ministro explicou que tomou a decisão porque não acredita que nos próximos meses a ONU adquira uma papel mais ativo no Iraque. Madri tem 1.300 soldados na brigada "Plus Ultra", integrada também por soldados de alguns países latino-americanos. As tropas estão estacionadas basicamente em Diwaniya e na cidade sagrada xiita de Najaf, está o xiita Moqtada al-Sadr, que lidera o levante contra a ocupação estrangeira no Iraque e desafiou publicamente os EUA para a luta.
Líder socialista, Zapatero chegou ao poder nas eleições gerais de 14 de março, três dias após os atentados a trens de Madri, com a morte de 191 pessoas.
Neste domingo, pouco antes antes de Zapatero anunciar sua decisão, em Madri, a assessora de Segurança Nacional dos EUA, Condoleezza Rice, disse que os EUA já esperavam a retirada das tropas espanholas e que a medida não afetará a coalizão.
- Sabemos que os espanhóis estão falando, talvez, em retirar suas tropas. Não ficaria surpresa se o fizessem - disse a assessora à rede de TV ABC. Ela buscou minimizar a saída dos aliados dizendo que "ainda haverá uma coalizão vibrante e forte no terreno".