Viktor Yushchenko, novo presidente da Ucrânia, disse nesta quarta-feira, que proporá sua aliada, Yulia Timoshenko, no posto de primeiro-ministro, mas ressaltou que a candidatura será decidida em negociações com outras forças do Parlamento.
O líder opositor, que, segundo resultados oficiais não definitivos, ganhou as eleições presidenciais de domingo, explicou que sua força política, Nossa Ucrânia, tinha feito um acordo sobre o assunto com o bloco de Yulia Timoshenko.
- Há um protocolo que prevê que eu e meu grupo parlamentar apoiaremos a candidatura de Yulia Timoshenko - disse Yushchenko a um grupo de jornalistas ao ser perguntado sobre o futuro primeiro-ministro.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o acordo final sobre a candidatura do chefe do governo será fruto de uma série de consultas internas no seio da oposição e de negociações com outras forças políticas representadas no Legislativo.
Timoshenko, uma das principais líderes da oposição e cérebro da "revolução laranja", a campanha de protestos populares contra a fraude eleitoral.
A carismática política tinha sido vice-primeira-ministra encarregada do complexo energético no governo da Ucrânia que Yushchenko liderou em 2000-2001, onde teve fama de funcionária "dura", mas muito eficaz e profissional.
Ao tempo, seu radicalismo político como dirigente opositora faz com que sua candidatura seja pouco aceitável para muitas forças políticas até mesmo no seio da oposição.
Entre os candidatos a primeiro-ministro com maior probabilidade de suscitar o consenso, está o líder socialista e bom aliado de Yushchenko, Alexandr Moroz, e o presidente do Parlamento, Vladimir Litvin, principal mediador interno durante a crise eleitoral.