Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Xingu: geopolítica e geoeconomia

Terça, 30 de Agosto de 2011 às 15:57, por: CdB

Existeuma caixa-preta, comandada por uma espécie de máfia secreta, que efetivamentedecide os rumos do país. Ela age em nome do "Estado”, sem que saibamos sequerexatamente quem é.

Sabemosapenas que é um núcleo de decisores que aglutina os chefes do Executivo, aassociação empresarial nacional-transnacional e militares. As corporaçõestécnicas apenas servem como intelectuais e operadores orgânicos do grupodecisor.

Quandorealizamos eleições, decidimos apenas quem vai compor parte do grupo, no caso,a presidência da República. De resto, nosso voto decide apenas questõesperiféricas, subalternas, que em nada altera a essência do rumo do país. Daí opapel ridículo ao qual foi relegada a classe política nacional.

Assim,o conjunto de infraestrutura a ser implantado no Brasil e na América Latina,sob o codinome de IIRSA (Iniciativa de Integração de infra-estrutura RegionalSul Americana), já está decidido. O PAC, já disseram isto antes de mim, éapenas o IIRSA brasileiro.

Quemdecidiu a Transposição, que segundo um tenente do Exército nos afirmou emPetrolândia esses dias, só terminará em 2025? Isso mesmo, além dos eixos Lestee Oeste semi paralisados, haverá um para a Bahia, outro para o Piauí e o quesairá do Tocantins em direção ao São Francisco ou diretamente ao Pecém, noCeará.

Quemdecidiu Belo Monte, Jirau, Santo Antônio? Esse ente metafísico que se chamaEstado. Ele está acima de todos, acima de qualquer suspeita, além das eleições,além da vontade do povo brasileiro. Ele sabe e decide o que é bom para o país.

Falaem nome da geopolítica –defender os interesses nacionais– e da geoeconomia,isto é, criar a infra-estrutura para escoar a produção latino-americana(brasileira), a riqueza natural, mas também para escoar os produtos dos EstadosUnidos e Europa, agora China, para dentro do território latino-americano.Estradas, portos, aeroportos, ferrovias, etc., tudo em nome da integração,ainda que seja apenas a integração do capital. A energia para sustentar essaeconomia de rapina é astronômica.

OBrasil continua sem tecnologia, sem educação de nível, sem saneamento, mas querser a 5ª economia exportando produtos básicos. Basta olhar nossa pauta deexportação, cada vez mais dependente do agronegócio e mineradoras.

Comovemos, decidem por nós, comuns mortais, que temos que comer o pó da poeira,dizimar a natureza, varrer os índios e ainda agradecer por sermos dirigidospelos deuses do Olimpo.

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