Apoiada pelo maior líder religioso do país, o aiatolá Ali Sistani, a coalizão apresentou o nome de 228 candidatos que vão concorrer sob o nome de Aliança Iraquiana Unida.
Sistani é uma das figures mais poderosas e populares do país e correspondentes dizem que qualquer lista aprovada por ele tem grandes chances nas urnas.
Os xiitas representam 60% da população, mas nunca viram essa maioria representada politicamente no país.
Boicote
Durante o governo de Saddam Hussein, o Iraque foi dominado por muçulmanos sunitas.
Um porta-voz da coalizão disse que o movimento liderado pelo clérigo Moqtada Sadr não foi incluido porque eles não se registraram.
Ele disse, entretanto, que o movimento de Sadr apoiava as autoridades religiosas e as eleições.
Na última quarta-feira, os dois maiores partidos curdos concordaram em apresentar uma única lista de candidatos.
A minoria sunita não apresentou uma lista de candidatos. Clérigos sunitas vêm pedindo para que suas congregações boicotem as eleições em protesto pelo ataque americano à cidade de Falluja.
Existe o temor de que a insurgência sunita vai tentar prejudicar as as eleições no Iraque.
Ataques
A resistência se mostra contrária à ocupação comandada pelos americanos no país assim como qualquer um visto como colaboardores, incluindo as tropas do governo iraquiano e autoridades civis.
Os iraquianos devem eleger 275 membros de uma assembléia nacional nas eleições de 30 de janeiro.
Também na quinta-feira, um ataque de morteiros atingiu uma base da guarda nacional iraquiana em Bagdá. Testemunhas disseram que o ataque deixou dois mortos.
Na cidade de Mosul, um comboio militar americano e outro da guarda nacional iraquiana foram atacados por bombas, fazendo vários feridos.