Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Xiitas alertam para risco de revolta se Iraque não tiver eleições

Sábado, 14 de Fevereiro de 2004 às 10:16, por: CdB

Partidários do aiatolá Ali al-Sistani, mais proeminente líder da comunidade xiita do Iraque na atualidade, advertiram que o parecer da ONU sobre a impossibilidade de eleições diretas antes de 30 de junho podem causar uma revolta contra a ocupação. Os xiitas correspondem a 60% da população do Iraque e vêm exigindo um pleito direto para um governo nacional, contrariando os planos dos EUA, que querem eleições indiretas.

A ONU enviou uma equipe ao Iraque para tentar minimizar o atrito entre os xiitas e Washington - que quer entregar o país aos iraquianos no meio do ano sem realizar eleições antes.

Funcionários da ONU disseram sexta-feira que não será possível organizar eleições até o dia 30 de junho, embora tenham corroborado o chamado de Sistani por eleições diretas rápidas.

Na cidade-natal de Sistani, Najaf - uma das mais sagradas para o xiismo - seus partidários alertaram para o risco de uma revolta:

- Se a ONU e os americanos não atenderem os desejos de nossos líderes religiosos então fatwas (decretos religiosos) se seguirão - disse o xeque Rida Hamdani, um seguidor de Sistani. - Em primeiro lugar haverá manifestações de desobediência civil.

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