Os advogados que defendem seis policiais civis presos na Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal, solicitaram à Justiça de Três Lagoas (MS) para sair do presídio federal em Campo Grande (MS) para ficarem sob a custódia da Polícia Civil. A defesa alega que o Estatuto dos policiais civis estabelece prisão especial.
O pedido foi encaminhado ao juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara Criminal de Três Lagoas, mas provavelmente não será apreciado nesta sexta-feira. Por meio da assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o juiz disse que dará prioridade à análise do segundo inquérito da Operação que será apresentado ainda nesta sexta pelo delegado federal Marcius Magalhães.
Os policiais civis presos que entraram com o pedido são: Iraceno Teodoro Alves Neto, José Lopes da Silva, José Miguel Celestino, Rubens Baptista Filho, Edson Evase e Carlos Mantovane. Eles são suspeitos de integrarem suposta máfia que explorava caça-níqueis em vários Estados.
Há um sétimo policial preso, Durval Quijadas Aro Júnior, que aguarda julgamento na carceragem da Polícia Federal por ter confirmado o esquema.
Segundo a assessoria do TJ-MS, eles foram levados para o presídio federal porque um deles teria usado telefone celular dentro da cela que estavam detidos em uma delegacia de Campo Grande. O fato teria ocorrido no dia da prisão dos policiais.
No presídio federal os presos seguem regras rígidas, como raspar o cabelo, usar uniformes e não receber nada que venha de fora da unidade, como alimentos e cigarros.
Xeque-Mate: policiais civis presos recorrem para deixar presídio
Sexta, 22 de Junho de 2007 às 19:01, por: CdB