A Polícia Federal pedirá nesta sexta-feira a prorrogação de pelo menos 50 mandados de prisão temporária dos detidos na Operação Xeque-Mate, desencadeada na segunda-feira para investigar a máfia dos caça-níqueis e crimes relacionados. Os mandados de prisão de 76 dos 79 presos expira nesta sexta.
Os únicos mandados de prisão temporária que não vencem à meia-noite desta sexta são os do empresário Nilton Cezar Servo, acusado de comandar uma organização criminosa, o de seu filho Victor Emanuel Servo, ambos presos na terça-feira, e o do médico Hércules Mandetta Neto, também acusado de chefiar uma quadrilha de exploração de caça-níqueis, que se entregou na noite de quarta-feira. Mandetta deverá ser ouvido ainda durante a tarde desta sexta.
A lista dos que deverão continuar presos, segundo a PF, depende do cruzamento de dados da investigação com os depoimentos tomados. A prisão temporária vale por cinco dias e é um instrumento usado pela polícia para conseguir informações em investigações em estágio avançado.
Enquanto a PF decide quais mandados de prisão tentará renovar, os advogados dos acusados terão acesso aos autos da investigação, incluindo cópias das conversas interceptadas em chamadas telefônicas.
Na noite de quarta-feira, o juiz Dalton Igor Kita Camargo, da 5ª vara da Justiça Federal em Campo Grande, decidiu levantar parcialmente o sigilo sobre as investigações, abrindo os dados sigilosos à defesa dos acusados.