Winnie Madikizela-Mandela, um ícone da luta contra o apartheid, evitou ser presa nesta segunda-feira quando uma corte acatou um recurso da defesa, reduzindo sua pena de prisão por fraude a uma espécie de liberdade condicional.
Madikizela-Mandela, de 67 anos, foi condenada no ano passado a cinco anos de prisão por participar de um esquema de fraude envolvendo falsos empréstimos bancários. Foi solta após pagar fiança enquanto aguardava a apreciação de seu recurso.
Seus advogados disseram que ela não agiu em benefício próprio quando assinou papéis que solicitavam empréstimos para funcionários fantasmas da Liga Feminina do Congresso Nacional Africano, presidida por ela na época.
Enrolada em um xale para protegê-la do tempo frio e chuvoso, ela parecia calma na audiência desta segunda-feira na Alta Corte de Pretória e quase não esboçou reação quando a corte reduziu sua pena. Estudantes do lado de fora festejaram a decisão.
A ex-mulher do ex-presidente Nelson Mandela, que já foi considerada a Mãe da Nação, é muito popular entre os sul-africanos pobres, mas viu sua influência diminuir devido a batalhas judiciais.
Madikizela-Mandela se demitiu do Parlamento e abandonou a carreira política depois de sua condenação no ano passado, a mais recente de uma série que manchou sua reputação.
Em 1991, ela foi acusada de envolvimento no sequestro e morte de um ativista de 14 anos em Soweto e sentenciada a seis anos de prisão. A sentença foi reduzida a uma multa após recurso.