O olho do furacão se encontra atualmente no Mar do Caribe, a cerca de 325 km da costa da América Central, perto da costa na região da fronteira entre Honduras e Nicarágua.
Wilma deve ganhar ainda mais força nas próximas horas e pode causar estragos nas Ilhas Cayman, no oeste de Cuba e na península mexicana de Yucatán (onde ficam os balneários de Cancún e Cozumel).
Jamaica e Cuba
Fortes chuvas já atingem a Jamaica, causando enchentes em algumas localidades urbanas de baixa altitude, bloqueando estradas e obrigando pelo menos 100 pessoas a procurar abrigos públicos.
As autoridades cubanas se preparam para evacuar a população de quatro províncias do sudoeste da ilha.
Com sede em Miami, o Centro Nacional de Furacões afirma que a rota atualmente prevista para o Wilma não inclui a costa do Golfo do México, região devastada pelo furacão Katrina em agosto.
Assim mesmo, o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, alertou os moradores para que se preparem para deixar novamente suas casas na eventualidade do furacão Wilma atingir a cidade.
As águas dos furacões Katrina e Stan só terminaram de ser bombeadas em Nova Orleans na semana passada, e a reconstrução mal começou.
Quase 1,2 mil pessoas morreram na passagem do Katrina nos Estados Unidos em agosto passado.
Wilma é a 21ª tempestade "batizada" da temporada de furacões deste ano na região. Desde que as tempestades passaram a ser registradas, há 154 anos, o número só foi o mesmo em 1933.
Centenas mais morreram no México e na América Central durante a tempestade tropical Stan, no início deste mês.