Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Wall Street é o próximo alvo de Obama

Presidente dos EUA, Barack Obama comemorou, nesta terça-feira, a suada aprovação da reforma da saúde, um fato que irá marcar seu governo e pode definir as chances dos democratas na eleição parlamentar de novembro. Obama sancionará a reforma no setor da saúde, que movimenta US$ 2,5 trilhões por ano nos EUA, e depois discursará numa cerimônia com parlamentares, culminando um ano de campanha pela reforma, período em que a popularidade dele caiu fortemente. A próxima batalha do presidente norte-americano é a regulamentação do sistema financeiro. (Leia Mais)

Terça, 23 de Março de 2010 às 10:04, por: CdB

Presidente dos EUA, Barack Obama comemorou, nesta terça-feira, a suada aprovação da reforma da saúde, um fato que irá marcar seu governo e pode definir as chances dos democratas na eleição parlamentar de novembro. Obama sancionará a reforma no setor da saúde, que movimenta US$ 2,5 trilhões por ano nos EUA, e depois discursará numa cerimônia com parlamentares, culminando um ano de campanha pela reforma, período em que a popularidade dele caiu fortemente. A próxima batalha do presidente norte-americano é a regulamentação do sistema financeiro.

Assessores descreveram um clima de euforia na Casa Branca depois da apertada aprovação do projeto na Câmara, no domingo. Há algumas semanas, analistas consideravam que a reforma estava praticamente enterrada. Mas Obama colocou sua reputação em jogo e usou toda a sua energia para promover a aprovação do projeto, chegando a cancelar por isso uma viagem a Indonésia e Austrália.

Tamanho empenho chegou a ser criticado por alguns democratas, preocupados de que a questão da saúde desviasse o foco das atenções de questões como economia e empregos. Com a aprovação, Obama poderá responder aos críticos que sugerem que ele tem pouco a mostrar após 14 meses como presidente. Mas a vitória pode ter um custo. Os norte-americanos se mostraram céticos com a reforma, e os republicanos esperam aproveitar isso na eleição de novembro. A oposição diz também que seu ressentimento com o resultado na Câmara pode torná-la menos propensa a colaborar com os democratas em outros itens, como a legislação climática e a reforma da imigração.

A cerimônia pós-sanção e uma viagem que Obama deve fazer na quinta-feira a Iowa permitirão que ele celebre o resultado e tente convencer os norte-americanos sobre os benefícios da reforma. A nova lei garante plano de saúde a 32 milhões de norte-americanos hoje desassistidos, amplia o programa federal de saúde para os pobres, impõe novos impostos para os ricos e proíbe as seguradoras de práticas como rejeitarem cobertura a clientes com doenças pré-existentes.

É a maior mudança no sistema desde a criação do Medicare (programa federal de saúde para idosos), em 1965. Reformar a saúde foi uma meta perseguida sem sucesso pelos antecessores de Obama durante quase um século – sendo a última vez com Bill Clinton, em 1994. Robert Gibbs, porta-voz da Casa Branca, disse que Obama deve falar repetidamente sobre a questão da saúde nos próximos meses. Mas a aprovação da reforma deve liberá-lo também para outras prioridades, como a reforma da regulamentação financeira.

Os republicanos dizem que a reforma da saúde, a um custo de US$ 940 bilhões para o governo, é uma intrusão na economia, com consequências para o déficit público. Nesta semana o Senado discute alterações propostas pela Câmara para melhorar a reforma.

Tags:
Edições digital e impressa