Líderes da base aliada do governo chegaram há pouco ao Palácio do Planalto para prestar solidariedade ao ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.
— Nós viemos trazer um abraço a um amigo que está sendo exposto, por alguns setores, antes do julgamento —, disse o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Múcio Monteiro (PTB-RJ).
— Um homem imprescindível ao governo e ao país. Nós sabemos da importância dele neste momento que o país está vivendo —, completou, antes de subir para o gabinete do
ministro.
Em reportagens divulgadas pela imprensa, Walfrido aparece como autor de um empréstimo de R$ 511 mil ao ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo - hoje, senador pelo PSBD.
O dinheiro, segundo a imprensa, teria sido usado em 2002 para quitar a dívida que Azeredo tinha com o coordenador financeiro de sua campanha em 1998. As reportagens sustentam que a despesa não foi lançada na prestação de contas da campanha, caracterizando caixa 2.
Questionado se há possibilidade de o ministro deixar o cargo se for denunciado pelo Ministério Público, José Múcio disse que essa é uma decisão de Walfrido e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Ele não vai deixar o governo. O ministro não está sendo aventado em hipótese nenhuma. Como eu disse, ele é absolutamente imprescindível, e nós não podemos ficar mudando ministro por conta de especulação —, disse.
Uma vez mais, o deputado ressaltou a importãncia do ministro para o país e defendeu sua permanência na pasta até que as denúncias sejam apuradas.
Em 2005, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios havia investigado a ligação entre Mares Guia e Azeredo na campanha de 1998. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) também apuraram a questão.
Walfrido é imprescindível ao governo e ao país, diz José Múcio
Terça, 25 de Setembro de 2007 às 18:43, por: CdB