Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Wadih Damous promete brigar contra atuação do MP na Lava Jato

Para Wadih Damous a condução do processo referente à Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro e pelo MPF é "ameaça à ordem jurídica do Estado de Direito".

Quarta, 22 de Abril de 2015 às 09:45, por: CdB
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De acordo com o jurista, há irregularidades no processo da Operação Lava Jato
Para o ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, a condução do processo referente à Operação Lava Jato pelo juiz Sérgio Moro e pelo Ministério Público Federal é uma "ameaça à ordem jurídica do Estado de Direito". De acordo o jurista, em entrevista ao jornal carioca O Dia, irregularidades no processo podem levar à sua anulação, o que será motivo de briga de sua parte na Câmara Federal. Como primeiro suplente da bancada do PT-RJ, Damous assumirá o mandato de deputado federal na Câmara, depois que o deputado Fabiano Horta aceitou um cargo na prefeitura. Wadih falou sobre leniência e ilegalidade. "Não podemos ser lenientes com a corrupção ou com corruptos, mas é inadmissível que, em nome do combate à ilegalidade, se pratique outra", disse o ex-presidente da OAB-RJ ao jornal. Na entrevista, Damous diz que "há um atropelo das regras processuais" e afirma temer "que isso vire um padrão". "A começar pelas prisões, que estão sendo feitas como fator de investigação. Prende-se e, depois, investiga-se. A permanência de pessoas presas há meses sem qualquer fundamento jurídico válido é algo que remete à ditadura. Pior, já que nada pode se esperar numa ditadura", acrescenta. De acordo com ele, o juiz Sérgio Moro "tem utilizado um poder muito maior que o determinado pela Constituição. O que tem prevalecido é a presunção de culpa, e não da inocência". Ao jornal, Wadih Damous diz que "o juiz tem dado opiniões sobre um caso que vai julgar, o que não é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura". "Ele já seria passível de um processo disciplinar. Além disso, tem feito prejulgamentos, atua como um promotor, chega a falar em "minha equipe" ao se referir aos procuradores". Questionado sobre se faz essas críticas apenas por ser petista, Damous diz que sustenta "essas posições há muito tempo". "Sou advogado, tenho apreço pelo Estado de Direito e aversão ao arbítrio".
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