Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Volume útil do Sistema Cantareira dura até novembro, segundo ANA

De acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível de água do Sistema Cantareira caiu novamente e agora está em 8,4% da capacidade de armazenamento. Segundo a Agência Nacional de Água (ANA), a água do reservatório deve durar, pelo menos, até novembro.

Quarta, 14 de Maio de 2014 às 11:20, por: CdB
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As últimas análises e simulações da ANA apontam que a água que está entrando no Cantareira corresponde a 60% da vazão afluente mínima histórica
De acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível de água do Sistema Cantareira caiu novamente e agora está em 8,4% da capacidade de armazenamento. Segundo a Agência Nacional de Água (ANA), a água do reservatório deve durar, pelo menos, até novembro, já contabilizando a utilização do volume e a reserva técnica, que não tem previsão de uso, de 50 bilhões de litros. As obras que possibilitam o uso dessa reserva, o chamado volume morto, terminam nesta quinta-feira. Representantes da ANA e do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (Daee) estiveram nesta terça-feira em Campinas em reuniões com prefeitos, companhias de abastecimento e usuários de recursos hídricos nas áreas de influência do Cantareira. O objetivo é reunir relatos dos diversos setores que sirvam de subsídio para avaliar a estiagem e sugerir medidas que diminuam o impacto. Na sexta-feira, o Grupo Técnico de Assessoramento para gestão do Sistema Cantareira (Gtag – Cantareira), formado por representantes da agência reguladora e do departamento, vai se reunir para avaliar a vazão afluente (volume de água que entra no reservatório) e o que está sendo demandado pelos usuários. A avaliação técnica resulta em sugestões para os gestores que adotam medidas para mitigar a falta de recursos hídricos. As últimas análises e simulações da ANA apontam que a água que está entrando no Cantareira corresponde a 60% da vazão afluente mínima histórica. Se esse padrão for mantido, em setembro, por exemplo, devem entrar 6 metros cúbicos por segundo (m³/s). Por outro lado, caso a estimativa de consumo para setembro permaneça em 28 m³/s, será preciso realocar as prioridades no abastecimento entre as duas regiões atendidas pelo Cantareira. Além disso, será necessário liberar a água em função do que entra no sistema. As duas regiões atendidas pelo Cantareira são o Consórcio das Bacias do PCJ, que inclui os rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, e a região metropolitana de São Paulo. Para usar a água no volume morto, que são reservas abaixo do nível das comportas, está sendo necessário construir dois canais de 3,5 quilômetros e instalar 17 bombas, que envolvem um investimento de R$ 80 milhões. Segundo a Sabesp, o total de água abaixo do nível das comportas chega a 300 bilhões de litros, mas serão disponibilizados, neste momento, 200 bilhões. Esse volume é suficiente para abastecer os moradores da região metropolitana por quatro meses. O Sistema Cantareira é o maior do estado e abastece cerca de 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. A situação do reservatório é a pior desde que ele foi criado na década de 1970.
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