Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Volume de cheques sem fundos é o menor no país desde 2005

O crescimento do mercado de trabalho, como consequência do aquecimento econômico brasileiro, derrubaram o percentual de cheques devolvidos nos quatro primeiros meses do ano, no menor nível desde desde 2005. O crédito mais caro no segundo semestre, porém, tende a reverter essa tendência de mercado. (Leia Mais)

Quarta, 19 de Maio de 2010 às 09:10, por: CdB

O crescimento do mercado de trabalho, como consequência do aquecimento econômico brasileiro, derrubaram o percentual de cheques devolvidos nos quatro primeiros meses do ano, no menor nível desde desde 2005. O crédito mais caro no segundo semestre, porém, tende a reverter essa tendência de mercado. Entre janeiro e abril deste ano, 1,91% dos cheques compensados no país foram devolvidos por falta de fundos, o menor nível desde a taxa de 1,78% registrada no período no ano de 2005, segundo pesquisa da Serasa Experian. De quase 374 milhões de cheques compensados, pouco mais de sete milhões foram devolvidos.

Se for levado em conta apenas o mês de abril, a taxa de 1,86% foi menor do que o abril de 2009 (2,22%) e equivalente aos meses de janeiro e fevereiro. No mês de março, a taxa tinha subido para 2,04% por causa de fatores sazonais:

"O forte crescimento econômico está gerando evolução do emprego, sobretudo com carteira assinada, e da renda. As melhores condições orçamentárias do consumidor estimulam a regularização de suas pendências financeiras, incluindo as de cheques devolvidos por falta de fundos. Desta forma, há uma melhora na qualidade do cheque, que volta a ter sua inadimplência próxima aos patamares de 2005", afirma o documento da Serasa Experian.

Ainda segundo os pesquisadores, outro fator que contribuiu para o resultado é o fato de os consumidores terem se organizado para pagar os cheques devolvidos e, dessa forma, acertar as contas antes de fazer novas compras parceladas para o Dia das Mães, Copa do Mundo e Dia dos Namorados. Os técnicos responsáveis pela pesquisa, no entanto, voltaram a alertar para o risco de a inadimplência com cheques aumentar no segundo semestre do ano. Entre outras pressões identificadas, além dos juros em alta, está o maior endividamento do consumidor.

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