Volume de água armazenado no Sistema Cantareira chega a 9,4%
Em quedas sucessivas há dez dias, o volume de água armazenado no Sistema Cantareira chegou nesta segunda-feira a 9,4%. Os dados fazem parte do levantamento diário divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. No dia 15 deste mês, começou a ser bombeada a segunda parte do volume morto, água que fica abaixo do nível das comportas.
Segunda, 24 de Novembro de 2014 às 08:52, por: CdB
Volume de água armazenado no Cantareira chega a 9,4%
Em quedas sucessivas há dez dias, o volume de água armazenado no Sistema Cantareira chegou nesta segunda-feira a 9,4%. Os dados fazem parte do levantamento diário divulgado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. No dia 15 deste mês, começou a ser bombeada a segunda parte do volume morto, água que fica abaixo do nível das comportas.
A reserva técnica acrescentou 105 bilhões de litros ao volume útil do sistema. Este é o último recurso de armazenamento disponível. A primeira parte da reserva foi incluída no dia 16 de maio, após obras para a instalação de bombas, e incorporou 182,5 bilhões de litros de água ao Sistema Cantareira.
Outros mananciais importantes no abastecimento de São Paulo apresentaram queda nesta segunda. O volume armazenado no Alto Tietê, segundo mais importante da cidade, passou de 6,1% para 5,9%; no Guarapiranga, na Zona Sul da capital, o nível caiu de 32,3% para 32,2%; no Rio Grande, de 63,8% para 63,4%; e no Rio Claro, de 31,9% para 31,3%. O Alto Cotia, por sua vez, ficou estável em 28%.
STF remarca audiência
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux adiou para a próxima quinta-feira a audiência de mediação, convocada em ação do Ministério Público Federal (MPF), que questiona a captação de água do Rio Paraíba do Sul. no Rio de Janeiro, para abastecer o Sistema Cantareira, em São Paulo.
A audiência estava marcada para última quinta-feira, mas foi adiada devido à dificuldade de algumas autoridades confirmarem presença.
O MPF sustenta a necessidade de estudos adicionais sobre os impactos ambientais da captação, que diminuiria a vazão do rio. Segundo o órgão, a realização de obras de captação de águas oferece sérios riscos ao meio ambiente, bem como à vida e à saúde das populações dos estados de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Na ação, o MPF pede que a Agência Nacional de Águas (ANA) não autorize as obras de captação, ou suspenda eventual autorização concedida até que sejam feitos estudos ambientais pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com participação dos órgãos estaduais de licenciamento ambiental de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Pede, ainda, que seja feita consulta pública a todas as comunidades possivelmente afetadas pela diminuição da vazão do rio.
Segundo o ministro Luiz Fux, é “imprescindível (que haja) diálogo propositivo entre os estados da Federação diretamente afetados pelo problema, especialmente porque todos os entes envolvidos buscam um mesmo objetivo: a melhor maneira de fornecer água para suas populações”.
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