Rio de Janeiro, 18 de Maio de 2026

Volkswagen promete transparência após denúncia de corrupção

Domingo, 10 de Julho de 2005 às 08:52, por: CdB

O novo chefe do comitê de empresa da Volkswagen, Bernd Osterloh, prometeu um "caixa transparente" após o escândalo de corrupção que abala a companhia e que causou a substituição de seu antecessor, Klaus Volkert.

- Comigo valerá o princípio de um caixa transparente -, afirma Osterloh, que assumiu nesta semana o cargo, após a demissão de seu antecessor e de outros membros da companhia por supostos subornos.

O consórcio está no centro das atenções depois do surgimento de suspeitas de que a cúpula da empresa "comprava" a paz com os trabalhadores com favores à chefia do comitê de empresa.

Além disso se suspeita que diretores da companhia mantinham negócios no exterior (Índia, Angola e República Tcheca) que provocaram prejuízos milionários ao consórcio.

O escândalo prejudicou especialmente a reputação do chefe do departamento pessoal do consórcio, Peter Hartz, que na sexta-feira pôs seu cargo à disposição da Presidência ao assumir sua responsabilidade política no caso.

O conselho de administração da empresa abordará a oferta de demissão de Hartz na próxima terça-feira, segundo anunciou ontem o primeiro-ministro da Baixa Saxônia, Christian Wulff, na condição de representante do principal acionista do consórcio.

A imprensa alemã está voltada para Hartz, assessor do governo de Gerhard Schröder em matéria trabalhista e artífice da lei que leva seu nome e que acabou com os auxílios aos desempregados crônicos.

O jornal Bild vincula o ainda diretor da empresa a "viagens de lazer" e serviços de uma prostituta brasileira, e prevê uma indenização milionária para o criador da "Hartz IV", como é conhecida a norma que regula o desemprego no país.

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