Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026

Vôlei: Brasil bate EUA na estréia da segunda fase do Mundial

A seleção brasileira masculina adulta ignorou o retrospecto de confrontos difíceis contra os Estados Unidos e, jogando muito bem, tornou fácil o que poderia ser uma partida complicada. O Brasil derrotou os americanos neste sábado por 3 sets a 0 (25/19, 25/18 e 25/23), em 1h14, no ginásio Green Arena, em Hiroshima. (Leia Mais)

Sábado, 25 de Novembro de 2006 às 08:00, por: CdB

A seleção brasileira masculina adulta ignorou o retrospecto de confrontos difíceis contra os Estados Unidos e, jogando muito bem, tornou fácil o que poderia ser uma partida complicada. O Brasil derrotou os americanos neste sábado por 3 sets a 0 (25/19, 25/18 e 25/23), em 1h14, no ginásio Green Arena, em Hiroshima. Foi uma atuação ainda melhor do que na vitória por 3 sets a 0 sobre a Alemanha, na última rodada da primeira fase.

- Estivemos ainda mais atentos do que contra a Alemanha. Conseguimos achar um bom padrão de jogo, com muita concentração, muita força no saque e todo mundo ligado na defesa e um cobrando o outro. Agora é tentar manter isso - afirma o líbero Escadinha.

O ponta Giba, maior pontuador do jogo (23 acertos), lembrou que o Brasil não pára de mostrar evolução desde a derrota para a França.

- Essa vitória foi muito importante para todo mundo ver que o que aconteceu contra a França foi um tropeço. Até agora não perdemos nenhum set depois daquele tapa na cara e queremos continuar assim - diz o jogador, lembrando as vitórias sobre Austrália, Alemanha e agora Estados Unidos, todas por 3 a 0.

Para o técnico Bernardinho, Giba foi um dos destaques da partida, mas não o único.

- O Giba fez algumas jogadas maravilhosas. É bonito vê-lo jogar. Mas nosso mérito foi que o time todo jogou como uma equipe de verdade. Lutamos por cada bola, sem deixar que os americanos notassem uma expressão de dúvida ou de relaxamento nos rostos dos nossos jogadores. Se formos consistentes assim nas próximas partidas temos boas chances de avançar às semifinais - acredita.

O Brasil se impôs durante os dois primeiros sets. A equipe não ficou em nenhum momento com mais de um ponto de desvantagem no placar. Após o início ligeiramente equilibrado, os brasileiros aumentaram a diferença, com boa atuação em todos os fundamentos, mas principalmente no bloqueio. Foram cinco pontos de bloqueio do Brasil no primeiro set contra apenas três dos Estados Unidos. Os dois times eram eficientes: os brasileiros cometeram dois erros no set, contra um dos americanos. Um ataque de Giba na saída de rede fechou o set em 25/19.

No set seguinte, o Brasil logo abriu 5/1. O bloqueio continuou funcionando (foram quatro pontos na parcial) e os brasileiros passaram a errar menos do que os americanos: três erros contra seis. Giba, que já havia marcado 10 pontos no set anterior, marcou mais sete. E foi novamente um ataque dele que fechou a parcial.

No terceiro set, o Brasil deixou o ritmo cair um pouco e os americanos chegaram a estar dois pontos na frente pela primeira vez no jogo (8/6). Por isso, a disputa ficou equilibrada até o final, quando um ataque do oposto André Nascimento estabeleceu o 25/23 no marcador.

- Nos dois primeiros sets impusemos um ritmo muito forte. No terceiro set eles entraram com um saque mais forçado. Buscamos e abrimos mais três pontos. Depois eles encostaram, mas prevaleceu a experiência do Brasil - resume o levantador Ricardinho.

BRASIL - Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e André Heller. Líber Escadinha. Entraram: Anderson e Marcelinho. Técnico Bernardinho.

EUA - Suxho, Priddy, Polster, Millar, Hoff e Stanley. Líber Lambourne. Entraram: McKienzie, Salmon e Gardner. Técnic Hugh McCutcheon.

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