Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Vocação tucana pela judicialização da política

Sábado, 21 de Maio de 2011 às 06:50, por: CdB

Lamentável o que se desenha no horizonte, mas tudo indica, como admitiu em entrevista à TV Estado o deputado Wiliam Dib (PSDB) que a convenção nacional tucana no próximo sábado pode terminar nas barras dos tribunais.

Na entrevista o deputado antecipa serem "grandes" as chances de a convenção tucana terminar na Justiça se não houver acordo para abrigar o grupo do ex-governador José Serra, o candidato da oposição derrotado na disputa presidencial do ano passado.

A mídia já vinha noticiando, no decorrer da semana, que tucanos adversários de José Serra no PSDB operam para não ficar um único cargo do comando do partido com integrantes de seu grupo. Brigalhada deles à parte já que este é assunto de exclusivo interesse deles, é uma pena que mais uma vez tenhamos uma questão política resolvida pela via da judicialização.

Em situações semelhantes atinentes a outros casos temos nos posicionado aqui contra a judicialização da política já que esta é a arte do entendimento e da negociação. Dai ser missão dos políticos resolver suas divergências pelo diálogo e o entendimento enão via judicial, até porque o Judiciário tem o seu próprio papel constitucional a cumprir.

Alckmin tenta fechar a porta depois de arrombada

Do mesmo modo, é de se lamentar o anúncio, só agora feito pelo governador tucano Geraldo Alckmin, de que vai mudar o modelo de licitações na cia do metrô de São Paulo para evitar transtornos futuros e, principalmente, impedir que propostas mais caras ganhem novas concorrências.

Alckmin promete mudar o modelo de licitações depois de reativar na 4ª feira pp. os contratos para construção da Linha 5 - Lilás do metrô paulistano que estiveram sob suspeita. A Folha de S.Paulo diz ter descoberto seis meses antes, com vídeo e documentos, as vencedoras da concorrência pública para este trecho do metrô.

Quando a concorrência foi aberta ficou patente a suspeita de conluio entre as empreiteiras no acerto dos preços e o governo paulista suspendeu a concorrência, investigada pela Corregedoria Geral da Administração do Estado que confirmou a denúncia.

Mas, esta semana, o metrô considerou que o vídeo e documentos não constituem prova do conluio e o governador mandou as mesmas empreiteiras tocarem as obras.

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