O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que prometeu oferecer estabilidade ao país e acabar com a pobreza, conquistou sua reeleição com larga vantagem de votos, segundo a Comissão Central de Eleições.
A pesquisa de boca-de-urna, publicada pela Fundação de Opinião Pública logo após o encerramento das votações nas eleições presidenciais neste domingo, já apontava para a esperada reeleição de Putin. Na contagem oficial, Putin estava com 70,2 por cento dos votos com 69,3 por cento das urnas apuradas. O resultado oficial final será divulgado no próximo dia 25.
Logo após saber o resultado das eleições, Putin declarou que quer manter o crescimento da economia, garantir liberdade aos meios de comunicação e aumentar o padrão de vida do povo russo.
Mas os Estados Unidos, mesmo antes do encerramento das eleições, questionaram a imparcialidade da campanha em que a mídia estatal deu à Putin a cobertura negada a seus oponentes.
A Comissão Central de Eleições afirmou quatro horas antes do término da pesquisa que mais de 50 por cento das pessoas haviam comparecido às urnas, patamar necessário para que a eleição seja considerada legal.
Manobras implacáveis colocaram Putin além do alcance de seus cinco rivais, entregando a ele poderes parecidos com os de Czar para tirar a Rússia das dificuldades deixadas após o colapso da União Soviética em 1991. A única ameaça real para sua reeleição seria se menos de 50 por cento dos 109 milhões de eleitores não votassem.
A eleição encerra a luta de Putin no poder, dando a ele quatro anos para avançar nas reformas prometidas para oferecer bem-estar e estabilidade ao povo russo, cujo padrão de vida diminuiu durante as turbulências após o fim da União Soviética.