Rio de Janeiro, 22 de Fevereiro de 2026

Vizinhos pressionam ditadura em Mianmar por volta às negociações

A Malásia fez um apelo neste domingo para que o governo militar de Mianmar retire as pré-condições que estabeleceu para realizar conversas com a líder pró-democracia Aung San Suu Kyi. O ministro das Relações Exteriores malaio, Syed Hamid Albar, disse que isso é necessário para que Mianmar evite o aumento das pressões internacionais. (Leia Mais)

Domingo, 07 de Outubro de 2007 às 09:51, por: CdB

A Malásia fez um apelo neste domingo para que o governo militar de Mianmar retire as pré-condições que estabeleceu para realizar conversas com a líder pró-democracia Aung San Suu Kyi. O ministro das Relações Exteriores malaio, Syed Hamid Albar, disse que isso é necessário para que Mianmar evite o aumento das pressões internacionais.

Ele afirmou ainda que a crise está afetando a credibilidade do grupo regional Asean, que se opõe a sanções contra o país. A mídia estatal birmanesa reportou que o líder militar, general Than Shwe concordou em se reunir com Suu Kyi, mas apenas se ela parasse de pedir sanções. Mas a oposição na cidade de Yangoon diz que ao impor essas pré-condições, o governo birmanês está efetivamente pedindo para que a líder abandone sua campanha pela democracia.

- Eles estão pedindo que ela confesse crimes que não cometeu - disse Nyan Win, porta-voz da Liga Nacional pela Democracia.

Atos de repressão

As autoridades birmanesas anunciaram que ainda mantém mil pessoas presas após os protestos das últimas semanas, entre elas mais de cem monges budistas. Mas governos internacionais e dissidentes temem que o número real possa ser muito maior do que admitem as autoridades. Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França pedem sanções contra Mianmar. A China, a Rússia, a Malásia e o grupo regional Asean, no entanto, são contra as sanções.

No sábado, manifestantes em 30 cidades ao redor do mundo realizaram uma série de protestos contra a violência em Mianmar. Na Grã-Bretanha, o primeiro-ministro Gordon Brown falou aos manifestantes e prometeu continuar com a “pressão por mudanças”.

- Eu quero que a União Européia imponha sanções ao regime para deixar absolutamente claro que não vamos tolerar os abusos que aconteceram - disse Brown a uma delegação de exilados birmaneses e ativistas em Downing Street, a residência oficial do premiê.

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